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terça-feira, 31 de julho de 2007

Parte 24

Mais alguns meses se passaram... talvez a gravidez tenha me deixado um tanto relapsa com minhas anotações...
Poucas novidades no serviço, obviamente não participo de batidas, nem perseguições e nem mesmo de prisões, mas como ficar só fazendo relatórios é uma coisa muito chata, e tem serviço de sobra no distrito, eles me deixam participar de investigações em cenas do crime junto com os peritos, de interrogatórios, e até mesmo da parte mais tranqüila das investigações.
Em Argos, refizemos o Ritual do pentagrama conforme o previsto, a configuração mudou um pouco, Isaac “tirou uma licença” e foi viajar, Mestre Won assumiu seu lugar no ritual, que ficou da seguinte forma:
Água- Louize;
Fogo- Amanda;
Ar- Mestre Won;
Terra- JJ;
Espírito- Professor Oliver.
Eu preferia minha antiga função, mas tudo bem, se aprende com toda experiência nova.
Oficialmente, a Guerra acabou, e nós perdemos, ainda assim, a Tecnocracia não venceu. E estranhamente, muitos jovens têm Despertado.
Pater Joseph chamou Alana e a mim na nova capela (muito menor, ainda em construção, não é um nodo como o antigo Domus Magnus), as notícias que ele nos deu eram simplesmente aterradoras. A Queda de Doissetep. Perdas irreparáveis, magi de todas as Tradições, arquimagos, aprendizes... Por isso ele devia partir para Europa, encontrar-se com outros Mestres, e precisava que uma de nós tomasse conta da Capela Hermética. Sendo ele um juiz, em mais de um sentido, julgou mais adequado deixar Alana no comando, o que me deixou bastante feliz na verdade, uma vez que ela tem mais paciência, ela não está grávida, e isso me deixa com tempo para me dedicar à Argos e meu trabalho na polícia.
Meu pai e JJ não se acertam... eles até tentaram mas não conseguem...não tem muito que eu possa fazer a respeito disso. JJ anda quieto e distante. Quando eu pergunto se está tudo bem, ele responde “Uh-hum” ...
Alana me chamou na Capela da Ordem, precisava de um favor, com o grande número de jovens demonstrando as habilidades necessárias para ingressar na Ordem, ela me pediu para tomar um discípulo, aplicamos uma prova, esse teste nos diria quais deles apresentavam o potencial para a Casa Quaesitor. Uma menina, Rachel Bellanger, parece ter o que é necessário para ser minha aprendiz: curiosidade e dedicação.
Que tipo de Mater eu serei? Minha aprendiz é muito jovem, mais jovem do que eu era quando Pater Joseph me recrutou para a Ordem... Será que serei, para ela, tão intimidadora quanto ele é para mim? Será que ela vai confiar em mim como confiei nele?

Parte 23

Já faz algum tempo, cerca de dois meses, desde que combatemos a Sarah. Desde então as coisas se mantiveram tão calmas quanto é possível. Isaac voltou, bastante machucado, mas não quis falar sobre isso, nem nós quisemos pressionar. Hellen também está de volta, os Tecnocratas cumpriram sua palavra.
JJ e eu tivemos um certo estremecimento, quando começamos a namorar fizemos alguns acertos, coisas que eu pensei que podia lidar, mas quando de fato aconteceram eu me dei conta que me machucam mais do que eu podia imaginar. E quando conversamos, eu disse o que me incomodava, e que não podia, nem queria , conviver com aquela dor pelos próximos dois, cinco, dez anos. Acho que eu dei um ultimato, e eu detesto ultimatos. Mas às vezes a gente precisa agir com o coração ao invés da razão. Às vezes a gente nem tem escolha, e às vezes a gente nem percebe o que está fazendo.
O Outro JJ disse que isso ia acontecer, disse que ainda ia cometer alguns erros, mas também disse que me amava. Isso me confunde até hoje. Esse JJ de agora não me ama, ele gosta de mim, talvez goste muito de mim, nós nos acertamos bem, o sexo é ótimo e nós vamos ter um filho. Mas isso não é amor. Eu me pergunto se isso ainda vai se tornar amor, ou se eu, ou mesmo ele, fiz alguma coisa que pode mudar o que ele virá a sentir por mim.Eu não quero migalhas de amor, eu me conheço o suficiente para saber que isso não me basta.No final das contas ele me disse que vai tentar. Nem sei bem o que ele vai tentar... tentar ficar só comigo? Tentar não transar com outras? Sei lá... mas perece melhor que nada.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Parte 22

Mestre Won retornou e nos informou que sabia o local da "casa" da Sarah, Pater Joseph me informou que vai conosco.
Quando cheguei de volta à Capela, JJ e Louize me esperavam, foi bom perceber isso, foi bom saber que somos, ao nosso modo, uma família. E que não estou sozinha. Os Abraços me confortam, mas meu coração ainda dói, as vidas, o conhecimento, Domus Magnus, nossa casa, nossa Capela, o local onde tantos e tanto Herméticos estudaram, aprenderam, Despertaram. As chamas consumindo tudo... os gritos silenciosos dos que morreram, o silêncio atônito e desesperado dos que ficaram.
Nossa fortaleza cai em ruínas.
Nossos inimigos ascendem.
Nossos aliados se voltam contra nós.
Fomos conquistados?
Nunca.
Nec pulvis.
Nec flamma.
Nec tempestas.
Nec timor.
Nossos convidados chegaram na hora, Alex o Licantropo amigo da Louize, Pater Joseph Miller, todos membros de nossa cabala, Mestre Won - nosso guia, e Sr. Grey. Estávamos prontos, e mesmo que não estivessemos, isso não seria importante agora...
Seguimos pelos nojentos labirintos, lutamos com diversas formas de monstros, eles vinham cada vez em maior número conforme nos aproximávamos do lugar onde ela estava... mas nos chegamos até ela, o Professor Oliver conseguiu uma forma de neutralizá-la, ela não podia mais acessar sua Magia e assim foi facilmente controlada.
Foi quando Pater Joseph convocou os outros magistrados, e o Ritual foi iniciado, Gilgul, o mais temido Ritual já inventado pela Casa Quaesitor, pela Ordem e creio que até mesmo pelas Tradições. Ele resulta na completa obliteração de um Avatar, um magus submetido ao Ritual do Gilgul nunca mais Despertará, nem nessa, nem em outras vidas...
Já havia lido e estuda o Ritual do Gilgul, mas pela primeira vez eu o vi ser executado...
Nos despedimos do Sr. Grey com palavras amigáveis, meu Pater tomou as devidas providências para que nenhuma lembrança sobre sua pessoa resista na mente de Grey. Sarah foi conduzida à Capela do Coro, lá eles cuidarão do que restou dela, da mente dela, já que seu corpo está bem.
E nós... nós voltamos para casa. Essa guerra acabou, e me permiti chorar minhas perdas.
Ainda vejo os rostos, ainda ouço os gritos, ainda sinto o calor do fogo no meu rosto, sinto o gosto da fuligem na minha boca e o cheiro da fumaça...
Vivo essa verdade com todos meus sentidos.
Torres caem.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Parte 21

Nos preparamos, seguimos para o lugar acertado, havia uma variedade de criaturas lá... licantropos, magi de todas as tradições, tecnocratas... Todos esperávamos pela Sarah... mas ela não apareceu, mas mandou seus monstros ... Mestre Won apareceu, nós lutamos contra os monstros... mas no meio do combate Pater Joseph recebeu a notícia.. enquanto nós lutávamos com os monstros, enquanto esperávamos Sarah cair na emboscada que nós armamos... ela se aproveitou e atacou. Atacou a Capela da Ordem de Hermes.

Nossa torre... em chamas.


Quarenta e dois feridos.

Vinte e sete mortos.

Destes, três Flambeau, um Tytalus, um Quaesitor, e vinte e dois aprendizes ainda inexperientes.


Não tenho palavras... não há palavras suficientes para descrever o que cada magi lá sentia...


Aprendizes









"Dr. Richard Mason" Aprendiz do Prof. Oliver.

O primeiro aprendiz oficial da Capela... Despertou aqui dentro, é jovem, tímido, mas parece dono de grande criatividade e inteligência.












Nickie Aprendiz da Louize.





Parece uma Akasha bastante atípica, mas com bastante potencial.





Neófita Rachel Bellanger, bani Quaesitor

Descobri Rachel há pouco tempo, tomei-a como minha discípula a pedido da Alana, parece um tanto arrogante e cheia de si, mas isso não é incomum na Order.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parte 20

Seguindo as ordens do Pater Joseph, nós fomos até o covil dos sanguessugas... o que acontece, resumindo, é que mataram um dos Patriarcas deles, e pelo visto foram os tecnocratas, as "crianças" desse Patriarca estão se matando e segundo o filho da pu** que é o líder deles agora (um monstrengo horroroso com quatro braços!) isso só vai parar que eles acabarem de sem matar... ele até nos deu uma listinha se nós quisermos acelerar o processo!
Até mesmo o Sr. Grey estava alterado e teve um momento em que pensei que ele fosse causar a morte de todos nós...
Mas voltamos para casa e para os preparativos para a emboscada...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Parte 19

Programei o despertador para cedo, as 6:30 am, ainda não tinha falado pro JJ que ia voltar ao serviço, então dei uns beijinhos e amassos para preparar o terreno...

Quando cheguei lá, o capitão me passou um caso, uma gangue, mais de um policial já fora mandado para hospital por eles e pelo menos um deles fora morto.

Existe um silencioso código de honra na polícia, seguido pelos policiais limpos e pelos corruptos. Quando um dos nossos é morto, todos se empenham em achar o culpado.

Com a Hellen no hospital, estamos tendo que trabalhar com um outro Promotor Assistente, um cara mais novo e mais inexperiente, Dr. Becker e acho, ou Dr. Pastel. Liguei para ele e pedi um mandato de busca e apreensão para o endereço do bar onde a gangue fica... ele não me deu retorno...

Esperei... esperei e resolvi pegar o Foster, a pasta do caso e fomos para a corte, eu ia falar eu mesma com o juiz, e ele não ia ter como me negar o mandato.

Chegamos lá e o Dr. Pastel nos levou até a sala do juiz Klaus, eu entrei na sala confiante e cheia de argumentos na minha cabeça e pronta para fazer o juiz concordar com o mandato e com a batida, mas quando ele se virou...


Ninguém menos que meu Pater... Pater Joseph Miller é a mesma pessoa que o Juiz Klaus...

Não sei explicar minha relação com ele... ele me intimida, talvez por que me conheça muito bem, melho que meu pai, melhor que Foster... melhor que o JJ. Pater Joseph conhece cada um dos meus erros, cada uma das minhas virtudes e meu respeito por ele é ainda maior do que o tanto que ele me intimida.

Resumidamente, ele me negou o mandato me contando que a gangue na verdade é composta de sangue sugas, e que ele não vai pôr policiais mortais em risco, porém me passou os dados para que a minha capela investigue o local, ainda me deu alguns livros e me mandou estudar.

A parte mais difícil foi aturar o Foster o resto do dia...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Retratos

JJ

terça-feira, 3 de julho de 2007

Parte 18

Toda a função com a Sarah, e depois as longas horas de ritual tentando organizar a cabeça da Louise, minha própria cabeça estava meio embaralhada.
Mas eu estava bem decidida a resolver as coisas com meu pai, não sei se foi a conversa com JJ, as coisas que Foster me disse, ou as coisas que eu entendi quando confrontei a Sarah. Mas eu precisava falar com o Velho.
JJ e Louise foram comigo, JJ queria estar presente na conversa e eu achei que a Louise podia gostar de conhecer o lugar, era de noite então fomos direto pro Pub.

Quando nós entramos, o silêncio que se fez era pesado, quase palpável, todos amigos do meu pai, tiras, ex-tiras, olhavam para nós. Acho que o pulo no coração do Velho deve ter sido tão forte quanto o compasso do meu próprio coração.
Eu entendia a preocupação dele, entendia como eu nunca tinha entendido antes... entendi por que ele não queria que eu entrasse para a Força, entendi por que ficou tão desconfiado com o JJ, eu entendi tudo. E entendi tão de repente que a "descoberta" me deixou meio tonta.

O Velho expôs suas preocupações, eu expus minhas condições e o JJ expôs o lado dele também. Chegamos a uma espécie de acordo, e vamos tentar levar as coisas numa boa.

Louise brincou por algum tempo com meu afilhado, Mark Jr. Quando terminamos a conversa, ela resolveu ir embora, JJ e eu ficamos lá mais um tempinho.

* * *

Um tempo depois da Louise sair recebi um S.O.S mental vindo dela. Eu não sabia onde ela estava, nem que caminho ela tinha seguido, nem pra onde ela ia...

JJ começou a fazer sua mágika... Conseguiu visualizar o caminho da Louise desde quando ela saiu do Pub, todas as curvas... e chegamos na moto dela, havia uma mancha de sangue, pude ver que não era humano, parecia daquele mesmo tipo de licantropo que nós ajudamos o Grey a prender. Seguimos mais um pouco, ela estava no chão e um homem alto perto dela, apontei a arma e mandei ele se afastar, ele não parecia estar machucando ela, na verdade, ela depois nos contou que foi ele que a salvou.

Troquei algumas palavras com ele. Ele disse que quem atacou a Louize foi um "Lobo de Sangue Ruim", parece meio Harry Potter mas vá lá... Quando perguntei seu nome, ele respondeu : "Dillan".

Lembro que o outro JJ estava aqui... ele me falou nesse Dillan. Sei que ele vai abalar as estruturas dela...


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Parte 17

Louise me pediu para tentar localizar uma pessoa, um homem. Ela não me deu detalhes, mas quando comecei a pesquisar, descobri que ele é suspeito em um caso em que uma criança foi assassinada e mutilada. As fotos são perturbadoras, por mais que eu tente olhá-las de forma profissional meu sangue ferve pensando nelas. Para conseguir fazer uma pesquisa mais completa fui ao distrito, meu chefe estava lá... reclamando de a minha licença.
*Pela mesa dele eu pude ver que o número de ocorrências aumentou demais nas últimas semanas, acho que os últimos acontecimentos, como as investidas da Sarah têm influenciado a sociedade Adormecida*

Senti falta de lá... de trabalhar e me senti fazendo falta lá... Me senti... culpada...

Quando voltei para a Capela... nós tínhamos visitas.... a Sarah estava lá! E a sensação da presença dela era... perturbadora, a sensação de um anjo vingador... e pude ver como aquilo afetava o Oliver... Senti meu coração apertar, eu tinha que fazer alguma coisa... não sabia direito oque, mas quando ela tocou o ombro dele, não pude ficar inerte, mandei que ela se afastasse, apontei a arma para ela, ela se virou e disse que a hora do meu julgamento ainda vai chegar. E se foi.

Logo a Louise chegou, mas o Professor continua abalado, JJ e Grey chegaram logo a seguir. Como a Louise, além de Akasha, é psiquiatra, ela foi conversar com ele. De fato depois da conversa o Prof. Oliver pareceu bem melhor, apesar de hiperativo. Porém... o estado da Louise estava deplorável... completamente perdida e confusa... acontece de vez em quando... mesmo quando os rituais funcionam. O fato é que não podemos nos dar ao luxo de ter algum de nós "fora do sistema" nesse momento.
Então me concentrei, desenhei os símbolos sagrados, entoei as palavras e invadi a mente da minha amiga... visualizei sua mente como uma biblioteca...eu precisava organizar os livros, mesmo com os títulos em outro idioma, mesmo sem me aprofundar nos seus conteúdos. Tomei o máximo de cuidado possível para não invadir a privacidade da Louise, e a tarefa é bastante difícil... foi um ritual longo e cansativo, ficamos quase sete horas em pé e extremamente concentrada.
Mas acho que funcionou.