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segunda-feira, 26 de março de 2007

Reflexões

"Ela esta cansada, os últimos dias foram de muita agitação e adrenalina, e pouco sono. Talvez pelo cansaço excessivo ela não consiga dormir em seguida."
Eu não sei quantas horas eu dormi nos últimos dias, mas foram poucas. As coisas que aconteceram foram desencadeando outras até que se tornou uma bola de neve arrastando todos nós e se nada for feito a avalanche é iminente. Na verdade... acho que já estamos bem no meio de um furação, bem no hipocentro, bem no nosso próprio Marco Zero.
JJ disse que eu entro em "modo automático", ele não quis explicar o que ele quis dizer com isso. Mas tem momentos que eu preciso me focar e tentar ser prática, existem coisas que precisam ser feitas, decisões e iniciativas que precisam ser tomadas e eu preciso desse foco de vez em quando.
Sobre JJ... não sei o que pensar, pq não sei o que sentir, não que a gente escolha o que sentir... mas... Nós somos tão diferentes... Não só em termos de Tradição e Paradigma. Acho que se fosse acontecer um relacionamento, nós íamos querer coisas diferentes. Eu não ia querer mudar ele, eu não ia mudar tb. Na verdade, pensando, eu me sinto até culpada de pensar em coisas românticas nesse momento. Mas a verdade é que eu gosto da pessoa que eu sou quando eu estou com ele. Ele me faz bem, me faz alegre, e pensar nisso me assusta por que não é meu hábito. Me traz medos, medo de ser rejeitada, medo de sofrer, medo de me apaixonar.
Preciso descobrir se vale a pena. Preciso saber até onde ele também quer descobrir. Mas não agora. Agora estamos no olho do furação, e depois se sobrevivermos, vai haver muita sujeira prá limpar, e aí então vou poder pensar nisso.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Fiddler's Green Pub















Das Memórias de Amanda

Quinze anos ... uma idade complicada para qualquer garota, quase mulher, quase criança. Desde os seis anos Amanda fora criada pelo pai, com a ajuda dos dois irmãos mais velhos, mas eles não podiam entender, eram homens.
Sentia seu corpo mudar, tão rápido que a cabeça tinha dificuldade de acompanhar, não falava disso com o pai nem os irmãos, eles não entenderiam, nem poderiam... Ela não tinha amigas, era diferente das outras garotas da sua idade, tinha tido uma criação diferente, tinha valores diferentes. Era “esquisita”, não tinha namorado, não que não quisesse ou que os garotos não se interessassem por ela, mas os irmãos sabiam ser bem intimidadores quando queriam. E o pai era policial... isso não ajudava.
Tinha um amigo, Mark Foster, as famílias eram amigas desde sempre, as “crianças” freqüentavam a mesma escola, todos iam à mesma igreja, os filhos se tornaram amigos, os pais idem. Quando a mãe de Amanda morreu a Sra. Foster cuidou da menina, se apegou a ela, como a filha que ela não teve. Amanda sentia um grande carinho pela Sra. Foster.
Amanda e Mark conversavam sobre tudo, tudo mesmo, inclusive coisas bem íntimas. Coisas que não conversavam com mais ninguém. Amanda contou todos os detalhes que lembrava sobre a morte da mãe, contou o que sentiu vendo todo aquele sangue, a raiva que sentia da mãe por tê-la deixado.
Mas também falavam das coisas estranhas que sentiam... dos novos desejos, da mudança em seus corpos, não eram mais crianças. Entre adolescentes, esse é um assunto popular. Eles se sentiam a vontade de conversar sobre isso. Com tempo foram se sentindo a vontade para...explorar possibilidades.
A forma como as coisas aconteceram não foi planejada, mais tarde eles diriam que simplesmente aconteceu, naturalmente. Eles estavam na casa dos Foster, Mark, sendo dois anos mais velho estava ajudando a amiga num trabalho da escola. A Sra. Foster havia saído para um chá como grupo de senhoras da Igreja, nessas reuniões elas tomavam chá e tricotavam agasalhos para as famílias carentes. Amanda e Mark estavam sozinhos. Logo o trabalho da escola ficou em segundo plano quando eles começaram a falar do assunto favorito daquele momento, o sexo oposto.
-Sabe a Judy, aquela do 3º ano?
-Sei – responde Amanda, deitada de bruços na cama de Mark, o livro de História aberto na sua frente já foi esquecido.
-Pois é... eu penso nela...tipo... no banho sabe... quando...
-Ai sei sei me poupa dos detalhes...
-Mmm eu não posso evitar... já visse ela no uniforme de líder de torcida?
-Já, ela não faz meu tipo. – Mark ri.
-Imaginei que não... acha que ela ia deixar eu .. tocar nela... sabe... –nesse momento ele faz um gesto tentando imitar os seios de Judy Garret. Amanda não consegue conter uma risada.
-Claro que não! Ela não ia te deixar nem ver! Ela só sai com caras da faculdade, você é uma criança pra ela!
-Se eu sou criança você ainda usa fraldas – Ele diz, com as faces vermelhas pela reação da amiga.
-Pode ser, mas aposto que têm caras querendo me ver e me tocar.

E pela primeira vez ele percebe, de fato, que está conversando com uma garota. É um pensamento perturbador, pois quando ele a olha assim, ele entende que queriam vê-la e tocá-la. Amanda tinha um belo rosto e seu corpo já não era mais de menina Ele mesmo sentiu vontade de tocá-la... e seu corpo reagiu a este impulso...
-Tá tudo bem Mark?
-Tá... é que... às vezes eu esqueço...agora vai ficar difícil de esquecer...
-Esquecer o que?
-Que você é... uma delas.
-Uma delas? Uma garota?
-É.
-Bom, acho que isso era meio óbvio né?
-É... nem tanto, eu acho... você é bem bonita...
-E...?
-E... eu acho que eu fiquei com vontade de te ver e te tocar.

Amanda sente seu rosto pegar fogo, imagina que deve estar parecendo um tomate nesse momento. Como se a consciência do que ele dizia estivesse acertando sua mandíbula como um soco, ela se sentiu tonta.
Ele se aproxima.
-Você ia deixar?

A cabeça gira e tem um zumbido nos ouvidos, ela faz que sim com a cabeça, sem pensar muito, na verdade, a mente já não está mais no comando da situação...

terça-feira, 6 de março de 2007

No-Doz

No-Doz (Qualquer •)
Essa rotina é projetada para qualquer aluno que passa noites em claro. Quando um Iniciado fica quase cansado demais para se manter acordado, ele "abre" seus sentidos. Ele se torna hiper alerta a respeito do que acontece em seu redor e isso o traz de volta aos seus estudos ou atividades.
(A rotina pode ser feita com o primeiro nível de qualquer esfera. A idéia é que a ampliação dos sentidos vai renovar o aluno e dar a ele algo em que focar-se além do cansaço.)

segunda-feira, 5 de março de 2007

Prelúdio

Amanda nasceu e foi criada no Brooklyn, seu pai era policial, sua mãe professora. Os O'Malley já tinham dois filhos quando Amanda nasceu. A mãe morreu quando Amanda tinha seis anos. A a menina a encontrou na banheira , a princípio, achou que a mãe dormia...

A mãe alcóolatra havia deixado de trabalhar havia alguns anos, o alcoolismo levou à depressão, e a depressão ao suícido.

O pai (Shane) e o irmão mais velho (Gavin), sempre foram superprotetores, o irmão do meio, Brian, sempre foi o mais próximo, e Mark Foster, um garoto da vizinhança, mais tarde veio a ser seu parceiro na Academia e na Polícia.

Eles cresceram, Gavin se tornou médico, Brian agente imobiliário, o pai se aposentou e abriu um pub e restaurante.

A decisão de entrar na polícia foi bastante natural, ela sempre soube o que queria. Gavin quase infartou.... o pai protestou e argumentou mas sentia-se secretamente orgulhoso, e Brian, como sempre, apoiou a irmã caçula.

Depois de dois anos de trabalho burocrático, cinco anos nas ruas, Amanda já se sentia pronta prá ser detetive, prestou os devidos exames, mas a promoção deixou um gosto amargo na boca.

No dia 11 de setembro de 2001, as explosões que derrubaram as Torres do World Trade Center mataram 23 policiais, detetives, oficiais, sargentos... para "repor" as baixas, Amanda, Foster e alguns outros foram promovidos.

Na vida pessoal, Amanda sempre foi fechada, teve poucos relacionamentos. Uns dois ou três namorados, quando as coisas começavam a se tornar mais sérias, ela dava um jeito de "sabotar" a relação.

Recrutada pela Ordem quando tinha 18 anos, assim que entrou na Academia, seu Pater foi o instrutor de Leis, assim que pôs os olhos nela, ele soube que ela era a Aprendiz que ele procurava. Amanda estudou a Magia com afinco, subindo os degraus depressa, e Despertou aos 22 anos.

Parte 8

*Raiva, ódio, Amanda se conforta em não ser uma Cultista, estes abraçam e vivem suas paixões, ela não pode se dar esse luxo, precisa se controlar. O grupo chega ao hotel, por uma entrada alternativa, sem passar pela recepção, entrando por uma espécie de jardim*

Louize sentiu-se mal, acho que tentou fazer alguma coisa que não deu muito certo, como quando eu passei mal no carro. Vasla e eu entramos, logo Mestre Won entrou tb. Elas não estavam lá, Vasla concluiu que elas haviam escapado pr'Outro Lado, e nós fomos atrás, a passagem foi dolorida, tem estado bem mais difícil desde o atentado. Vasla ficou bem machucada e o Isaac ficou cuidando dela. Eu, Louize, o Professor e Mestre Won fomos buscá-las.
Eu e Louize lutamos com a mais jovem, foi difícil de achá-la, foi difícil acertá-la, nós duas saímos machucadas, mas no final, a mulher embuçada estava morta. Havia também um homem, ele foi meu próximos alvo. Surpreendentemente a mulher mais velha agora tinha seis braços, e Mestre Won batia nela usando, pasmem, o Prof. Oliver como arma. No final conseguimos aprisionar a mulher e a levamos prá Capela.
Chegando lá nós a interrogamos, minha vontade era de matar aquela vadia ali mesmo...

*Amanda vai ver como JJ está*

Depois de muita negociação a vadia nos deu um nome, o pessoal mais antigo pareceu bem surpreso. Sarah alguma coisa, uma Corista, segundo JJ, uma freira. E lá fomos nós, quase sem dormir, mas também, nós temos pouco tempo...

A Capela dos Coristas foi onde o ataque e a assassinato dos Líderes se deu, Isaac comentou que fazia um certo sentido, a freira deve ter dado livre acesso pro assassino. Isaac conhece a vagabunda, ela cuidou dele por um tempo. Quando chegamos lá, o Padre nos levou até ela, e é claro, ela resistiu, mas não vi bem como foi, a Louize e o Oliver ficaram lá, eu saí com o Isaac e Mestre Won por que alguma coisa estava muito errada com o Isaac...
Ele estava... se perdendo... ou nós estávamos perdendo ele... Entrei de novo na mente dele a fim de "estabelecer contato", pq senti que a mente dele...se esvaziava... Eu chamei por ele, pedi que ele voltasse... e uma coisa... um verme eu acho começou a sair de dentro dele... pela boca dele... saiu todinho, e se nós atacássemos ele ficava maior ainda. Os próprios Coristas baniram a mulher e a ... "coisa". Voltamos prá nossa Capela, a mulher fugiu, mas ela foi marcada e é mais fácil rastrea-la agora, e sabemos o que procuramos.

*O grupo de Magi volta para a Capela, cansados e debilitados, mas sabendo de seus propósitos, sabendo qual é o próximo passo*

Quando voltamos, Isaac ainda nos chamou para decidirmos o que fazer com aquela vaca, fizemos ela assinar um acordo mágico, ela não pode agir contra nenhum de nós nem aqueles ligados a nós, em troca... bom ela ficou viva, livre e entregamos as armas dela de volta.

*Ela sobe para descansar, mas ela não vai para seu quarto, é para o quarto de JJ que ela se dirige, e lá ela vai descansar...*