Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a pessoa que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Metade
Postado por Carolina às 06:41
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Conversas I
Na cidadela da Lua, no hotel, Amanda e Orozco descobrem o impacto que os ternos pretos causam na população local, enquanto jantam no restaurante do hotel, ele pede licença e se levanta, conversa com duas mulheres por alguns minutos e retorna à mesa, Amanda observa e quando ele retorna:
- Tem uma coisa que eu acho que precisa ser dita.
- Então diz – responde ele um pouco apreensivo;
- Eu sou ciumenta.
- Mas não era nada disso eu fui falar com elas por causa da curiosidade que o terno gera...
- Tudo bem, mas precisava ser dito, e é melhor que seja agora.
Boas falas, ela pensa...
Postado por Carolina às 03:33
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Nimrod
Postado por Carolina às 16:41
A Woman's Threat
My blood, my sweat, my tears
My burdens, my drama, my pain
My car, my money, my home
My ups, my downs, my fears
And my hours, my work, my strength
My fault, my this, my that
Nigga please
If you don't stop
Someone's gonna lay in your bed
And someone's gonna eat your food
And someone's gonna wear your gloves
And someone's gonna fit your shoes
And someone's gonna get your keys
And someone's gonna open your doors
Someone's gonna get your check
This is a woman's threat
Baby, this is a woman's bet
My shakin', my sleep, my stress
My days, my night, my rest
My do's, my don'ts, my dares
And my church, my pastor, my prayers
My all, my faith, my powers
And my kitchen, my sink, my towels
My joy, my sad, my hate
And my sister, my cousin, my friends
My lights, my gas, my bills
My role, my way, my will
My hollerin', my fussin', my fights
Nigga please
If you don't stop
Someone's gonna lay in your bed
And someone's gonna eat your food
And someone's gonna wear your gloves
And someone's gonna fit your shoes
And someone's gonna get your keys
And someone's gonna open your doors
Someone's gonna get your check
This is a woman's threat
Baby
My future, my hopes, my dreams
My panties, my socks, my things
My flowers, my dress, my ring
My man, my lover, my king
My live, my chance, my fault
And my guts, my courage, my wounds
My fence, my neighbors, my yard
My chains, my lock, my guards
My win, my lose, my gain
And my credit, my card, my name
Myself, my freedom, my roof
Nigga please
If you don't stop
Someone's gonna lay in your bed
And someone's gonna eat your food
And someone's gonna wear your gloves
And someone's gonna fit your shoes
And someone's gonna get your keys
And someone's gonna open your doors
Someone's gonna get your check
This is a woman's threat
Baby, this is a woman's bet
Listen
Have you ever heard the story
About the three little bears
See they papa was gone
For a long, long, long, long time
When he returned
To his sweet little home
He had come to find
That all of his porridge was gone
If you don't stop
Someone's gonna lay in your bed
And someone's gonna eat your food
And someone's gonna wear your gloves
And someone's gonna fit your shoes
And someone's gonna get your keys
And someone's gonna open your doors
Someone's gonna get your check
This is a woman's threat
Postado por Carolina às 00:26
domingo, 8 de junho de 2008
África
Eu não queria... não podia...
Eu precisava gritar ao mesmo tempo que não queria falar, precisava beber e ao mesmo tempo manter a cabeça no lugar...
E ele estava lá para ouvir o meu silêncio. E adivinhar todo o resto...
Eu precisava daquele abraço, me dava conforto e um porto seguro.
Aquele beijo... e tudo que veio depois...
Postado por Carolina às 22:33
Parte 32
Estamos na Tecnocracia há algum tempo. Antes da viagem JJ terminou comigo... mais ou menos, queria dar um tempo... procurei ele já aqui em Barcelona, e a posição dele continuava a mesma , na verdade ainda mais distante...
Disse coisas injustas... e eu segurei no osso do peito. Nada é fácil...
Trouxemos o Julian para Barcelona, ainda não me sinto segura com essa decisão.
Aquele prédio por si só pode deixar a qualquer um louco...
Meu parceiro, Vicenzo Orozco, Nova Ordem Mundial, Operativo, policial, católico, pai. Eu não queria um amigo... eu mal queria um parceiro... Mas o homem é determinado... E não é um Tecnocrata como eu esperava... o problema de estar no meio deles, é que eles passam a ter rostos...
E Orozco fez o Tecnocrata virar uma pessoa, e a pessoa virar um homem.
Eu contei ao Orozco que eu sou uma TR. Ele não é burro e ia acabar descobrindo. Antes mesmo de saber ele já tinha me pedido para acompanhá-lo em uma viagem à Faixa de Gaza, ele queria compreender melhor o amigo dele, Victor Salazar, antigo Tecnocrata que acabou virando um TR.
Fomos todos, Orozco, eu, Louise, Dylan, Oliver e Samantha. Na Faixa de Gaza conversamos com o Espectro, ele abriu uma espécie de portal que nos levaria até a Bruxa da Árvore. Seguimos...
Estávamos no meio da África e a Bruxa era a Vasla.
Foi como estar, um pouquinho, em casa...
Lá, na África nós ajudamos o povo leão a recuperar seu espírito guia. Mas mais do que isso... essa viagem mudou aguma coisa em cada um de nós, principalmente no Orozco.

Postado por Carolina às 21:54
Parte 30

Postado por Carolina às 16:23






