Mestre Won retornou e nos informou que sabia o local da "casa" da Sarah, Pater Joseph me informou que vai conosco.
Quando cheguei de volta à Capela, JJ e Louize me esperavam, foi bom perceber isso, foi bom saber que somos, ao nosso modo, uma família. E que não estou sozinha. Os Abraços me confortam, mas meu coração ainda dói, as vidas, o conhecimento, Domus Magnus, nossa casa, nossa Capela, o local onde tantos e tanto Herméticos estudaram, aprenderam, Despertaram. As chamas consumindo tudo... os gritos silenciosos dos que morreram, o silêncio atônito e desesperado dos que ficaram.
Nossa fortaleza cai em ruínas.
Nossos inimigos ascendem.
Nossos aliados se voltam contra nós.
Fomos conquistados?
Nunca.
Nec pulvis.
Nec flamma.
Nec tempestas.
Nec timor.
Nossos convidados chegaram na hora, Alex o Licantropo amigo da Louize, Pater Joseph Miller, todos membros de nossa cabala, Mestre Won - nosso guia, e Sr. Grey. Estávamos prontos, e mesmo que não estivessemos, isso não seria importante agora...
Seguimos pelos nojentos labirintos, lutamos com diversas formas de monstros, eles vinham cada vez em maior número conforme nos aproximávamos do lugar onde ela estava... mas nos chegamos até ela, o Professor Oliver conseguiu uma forma de neutralizá-la, ela não podia mais acessar sua Magia e assim foi facilmente controlada.
Foi quando Pater Joseph convocou os outros magistrados, e o Ritual foi iniciado, Gilgul, o mais temido Ritual já inventado pela Casa Quaesitor, pela Ordem e creio que até mesmo pelas Tradições. Ele resulta na completa obliteração de um Avatar, um magus submetido ao Ritual do Gilgul nunca mais Despertará, nem nessa, nem em outras vidas...
Já havia lido e estuda o Ritual do Gilgul, mas pela primeira vez eu o vi ser executado...
Nos despedimos do Sr. Grey com palavras amigáveis, meu Pater tomou as devidas providências para que nenhuma lembrança sobre sua pessoa resista na mente de Grey. Sarah foi conduzida à Capela do Coro, lá eles cuidarão do que restou dela, da mente dela, já que seu corpo está bem.
E nós... nós voltamos para casa. Essa guerra acabou, e me permiti chorar minhas perdas.
Ainda vejo os rostos, ainda ouço os gritos, ainda sinto o calor do fogo no meu rosto, sinto o gosto da fuligem na minha boca e o cheiro da fumaça...
Vivo essa verdade com todos meus sentidos.
Torres caem.