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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Parte 15

Já era tarde e a maioria de nós estava preparada para dormir quando ouvi um carro estacionando, não era bem um carro, era uma Van... TODA a família do professor... Eles vieram passar o Natal com ele... mas ele nunca nos contou que a família dele é hippie!!! Acho que ele providencialmente esqueceu de contar...

Eu não queria ser a chata e ranzinza, mas não dava para eles ficarem na Capela, não com a Sarah solta por aí e podendo nos atacar a qualquer momento, seria irracional colocá-los em risco. Mas eles ficaram lá naquela noite, acamparar no jardim. Na manhã seguinte o café foi uma bagunça... a cozinha tomada por toda aquela gente, mas o Professor parecia feliz, e o JJ curtindo aquela criançada...


Quando Foster me ligou eu até fiquei feliz, sinto falta do meu trabalho e queria uma desculpa para fugir da bagunça. Acho que eu tinha esquecido que meu trabalho "mundano" podia ser tão chocante. Me impressiona que pessoas que não têm a mesma experiência que eu, o mesmo treinamento, em ambos os meus campos de atuação, possam agüentar no osso do peito tanta barbárie.


Dirigi até o endereço que o Mark me deu, era uma casa no subúrbio, ele estava me esperando e me guiou pela cena do crime.


Primeiro quarto... o pai é encontrado morto, o corpo ainda está lá, parecem ferimentos de lâminas.


Segundo quarto... onde dois meninos foram encontrados mortos, os corpos já foram retirados, mas as manchas de sangue deixam claro que foi um massacre... ainda se vê... pedaços de carne e órgãos internos espalhados.


Terceiro quarto... onde a mãe é achada.


*A cena aparece em câmera lenta na mente de Amanda, seus olhos vêem, novamente uma porta entreaberta, eles vêem sua própria mão empurrando aquela porta, e seu coração sabe que dentro daquela peça existe uma mulher morta. Como um déjà vu, ela chega a vislumbrar a vítima, morta em uma banheira. Mas quando olha dentro do quarto, a cena é outra, a mulher parece ter sido esvicerada e enforcada com o próprio intestino.*


Uma mulher grávida não devia presenciar essa cena. Ninguém deveria ter que presenciar essa cena.


Quatro mortos, uma sobrevivente, uma menina de 9 anos, Jessica. Ela não fala, mas consegui que ela confiasse um pouco em mim, e fizesse um desenho.

Louize e Grey chegaram em seguida. O pessoal dele já tem investigado casos semelhantes. Seguimos pistas até que nos deparamos com uma criatura semelhante às ilustrações que vi de licantropos, porém sua pele parecia um couro duro, e sua aparência deveras deformada. Ele foi imobilizado e controlado, o pessoal do Grey cuidou do resto. A investigação foi basicamente deles, então era justo que eles cuidassem do resto.


Quando voltei pra nossa Capela, eu precisava de um café, preto e sem açucar... nem dei tempo pra que o JJ me censurasse dessa vez.


Mas ele pôde ver que alguma coisa estava errada... Pela primeira vez eu contei a ele, ou a qualquer pessoa, sobre a minha mãe... ele não disse nada, mas nada precisava nem devia ser dito, ele só me abraçou.