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segunda-feira, 21 de maio de 2007

Melinda O'Malley



Minha mãe era uma mulher bonita e inteligente, era professora de literatura numa escola católica do Brooklyn. As poucas lembramças que eu tenho envolvem livros infantis e histórias muitos sonhos e fantasias. Ela nos chamava prá contar histórias antes do jantar enquanto esperávamos meu pai chegar do trabalho, eu devia ter uns 4 anos... Depois de um tempo, ela parou de fazer isso, ela chegava da escola e bebia, aí então ela ia fazer o jantar, e bebia mais, quando meu pai chegava, eles brigavam, ele tentava manter o tom baixo para que nós ouvíssemos, mas ela normalmente estava descontrolada. Eles trocavam acusações e ameaças. Um dia ele deu um ultimato, ou ela se tratava ou ele ia embora, levando os filhos. Na semana seguinte ela se internou e voltou para nossa casa depois de um mês, completamente sóbria, e por uma semana nós ouvimos histórias antes do jantar novamente. Mas não durou muito tempo, ela começou a se deprimir sem o álcool, então se viciou em antidepressivos. Uma tarde, quando a angústia era tão forte que ela não podia mais agüentar a própria situação, procurou alívio em ambos os vícios.
Eu tinha 6 anos e cheguei da escola, a água da banheira transbordava e já estava quase na escada, quando eu entrei no banheiro, ela parecia dormir tão suavemente... mas eu tentei acordá-la, eu estava com fome... ela não acordou.