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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Living Las Vegas



























terça-feira, 14 de agosto de 2007

Parte 26

Continuamos a viagem, agora tendo Ryan conosco. JJ passou bastante tempo conversando ele. Alguns dias depois, quando JJ dirigia e eu lhe fazia companhia na cabine, um carro cruzou na nossa frente, seguido for um dos carros típicos da Tecnocracia, e por um carro da polícia. É claro que nós tínhamos que intervir, onde a Tecnocracia está, com certeza estaremos do lado oposto...


Os carros pararam em um milharal, e Louize, JJ, Ryan, Mestre Won continuaram a pé... todos seguiram o grupo de perseguidores e perseguidos, eu peguei a pistola e fui tb, antes disso porém usei Ars Virium, lançando uma rajada de vento a fim de dar mais visibilidade.
Tenho certeza que tanto a Louize quanto o Dylan também tiveram uma sensação de dejá vù, quando eu me aproximei e apontei a arma para a cabeça dele, momentos depois que ele havia salvado a vida da minha amiga...
Claro, naquele primeiro momento eu não sabia quem era o estranho nem suas intensões, mas logo que ele falou, reconheci a voz. Dylan... agora o destino da minha amiga estava traçado...
Dentro do carro de polícia havia também uma moça, Jenny, nós a colocamos no ônibus, já que ela estava desacordada, e seguimos nossa viagem. Eu esperava que tendo encontrado Dylan nós poderíamos simplesmente voltar para Nova Iorque, mas ele tinha informações perturbadoras: a Tecnocracia estava desenvolvendo um vírus que mata os Avatares, e só não lançou ainda por que, ironicamente, também mata os avatares deles.
De posse dessa informação, e diante da firme resolução de Dylan de invadir a Area 51 e destruir o vírus, nos parece mais acertado seguir para Las Vegas e concluir essa missão.

Julian achou que salvar o Dylan era tão importante que arriscou uma viagem no tempo, não acho que ele faria isso em vão.





Dylan


Jenny

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Parte 26


A viagem é cansativa... horas e horas de estrada... JJ, Louize e o Professor se alternando na direção, quando JJ dirige eu fico na cabine com ele, fazendo companhia...

Depois de uns dois dias de viagem, JJ recebeu uma mensagem, que deveria encontrar um aprendiz nessa viagem. Naquele mesmo dia, entramos em uma estranha cidade, Democrito's End, não constava nos nossos mapas e tudo nela parecia... demasiadamente perfeito... E tanto JJ quanto o Professor enxergavam-na e aos seus habitantes em preto e branco, somente nós éramos coloridos...

Eu já me sentia angustiada, nada que eu tentava funcionava, nem quando eu tentava lembrar das coisas eu conseguia...


Quando estávamos na sorveteria, um homem se aproximou, o Prefeito nos convidava para visitá-lo às 18 hrs. Ok... Na hora marcada nos dirigimos à casa do prefeito, e lá fomos recebidos pelo Sr. Democritos.

Eu observei a decoração da casa e nela achei alguns caracteres e símbolos enochianos, então ele falou comigo... em Enochian. Ele isolou a cidade, nos pediu para deixá-la, mas ouviu as notícias do mundo exterior... ouviu sobre a Tecnocracia, sobre a Queda de Doissetep... e nos ofereceu ajuda...


Deixamos a cidade... ainda naquele dia encontramos um garoto, pedindo carona eu acho, e JJ reconheceu nele seu futuro aprendiz...

Ryan

Parte 25

Dia 4 de Julho... Dia da Independência, o primeiro desde as Torres... As coisas andavam calmas e por isso resolvemos assistir às Paradas, nos pareceu uma boa idéia, Mestre Won não conhecia nossas tradições, acho que que devem ter parecido meio familiares já que na China também são populares as paradas com aqueles dragões e tudo mais.
Em um dado momento JJ tinha ido buscar algodão doce prá mim e a Louize tinha ido buscar alguma coisa... sei que quando ela voltou tinha um expressão meio pasma, meio surpresa... e então ela nos contou: Ela estava voltando prá onde nós estávamos quando um homem a chamou, um homem negro, jovem e bonito, e a chamou pelo nome... Assim sendo ela atendeu, e ele tinha uma mensagem: Vocês têm que salvar o Dylan. Quando Louize perguntou se ela o conhecia ele respondeu: "Ainda não". Quando ela perguntou seu nome, ele respondeu: "Julian".
Louize não sabia... ninguém mais sabia... JJ e eu nos olhamos... meu coração pulou, acho que o dele também. Julian foi o nome que cogitamos para o nosso filho.
Louize contou que o rapaz, Julian, havia dito que estavam levando Dylan para Las Vegas e deveriámos salvá-lo... JJ pediu que ela o levasse onde ela tinha encontrado o rapaz, ele queria saber se o tempo havia sido, de fato, alterado lá, e sim, ela constatou que sim.
Não tinha muito o que se discutir depois disso... apenas uma viagem para preparar. Não devíamos viajar de avião, pois isso exigiria identificação e não podíamos deixar a Tecnocracia saber dos nossos planos...
JJ conseguiu um ônibus, o Professor levou pro pessoal dele dar uma melhorada, tenho que admitir que os Filhos do Éter fazem maravilhas... O que era um ônibus normal, passou a ser um confortável ônibus de dois andares, com bastante espaço, quatro quartos, cozinha, banheiro e até uma sala de estar. A única coisa ruim era aquela escada caracol...
Depois de mil preparativos e mil recomendações para as "crianças" nós pegamos a estrada.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Parte 24

Mais alguns meses se passaram... talvez a gravidez tenha me deixado um tanto relapsa com minhas anotações...
Poucas novidades no serviço, obviamente não participo de batidas, nem perseguições e nem mesmo de prisões, mas como ficar só fazendo relatórios é uma coisa muito chata, e tem serviço de sobra no distrito, eles me deixam participar de investigações em cenas do crime junto com os peritos, de interrogatórios, e até mesmo da parte mais tranqüila das investigações.
Em Argos, refizemos o Ritual do pentagrama conforme o previsto, a configuração mudou um pouco, Isaac “tirou uma licença” e foi viajar, Mestre Won assumiu seu lugar no ritual, que ficou da seguinte forma:
Água- Louize;
Fogo- Amanda;
Ar- Mestre Won;
Terra- JJ;
Espírito- Professor Oliver.
Eu preferia minha antiga função, mas tudo bem, se aprende com toda experiência nova.
Oficialmente, a Guerra acabou, e nós perdemos, ainda assim, a Tecnocracia não venceu. E estranhamente, muitos jovens têm Despertado.
Pater Joseph chamou Alana e a mim na nova capela (muito menor, ainda em construção, não é um nodo como o antigo Domus Magnus), as notícias que ele nos deu eram simplesmente aterradoras. A Queda de Doissetep. Perdas irreparáveis, magi de todas as Tradições, arquimagos, aprendizes... Por isso ele devia partir para Europa, encontrar-se com outros Mestres, e precisava que uma de nós tomasse conta da Capela Hermética. Sendo ele um juiz, em mais de um sentido, julgou mais adequado deixar Alana no comando, o que me deixou bastante feliz na verdade, uma vez que ela tem mais paciência, ela não está grávida, e isso me deixa com tempo para me dedicar à Argos e meu trabalho na polícia.
Meu pai e JJ não se acertam... eles até tentaram mas não conseguem...não tem muito que eu possa fazer a respeito disso. JJ anda quieto e distante. Quando eu pergunto se está tudo bem, ele responde “Uh-hum” ...
Alana me chamou na Capela da Ordem, precisava de um favor, com o grande número de jovens demonstrando as habilidades necessárias para ingressar na Ordem, ela me pediu para tomar um discípulo, aplicamos uma prova, esse teste nos diria quais deles apresentavam o potencial para a Casa Quaesitor. Uma menina, Rachel Bellanger, parece ter o que é necessário para ser minha aprendiz: curiosidade e dedicação.
Que tipo de Mater eu serei? Minha aprendiz é muito jovem, mais jovem do que eu era quando Pater Joseph me recrutou para a Ordem... Será que serei, para ela, tão intimidadora quanto ele é para mim? Será que ela vai confiar em mim como confiei nele?

Parte 23

Já faz algum tempo, cerca de dois meses, desde que combatemos a Sarah. Desde então as coisas se mantiveram tão calmas quanto é possível. Isaac voltou, bastante machucado, mas não quis falar sobre isso, nem nós quisemos pressionar. Hellen também está de volta, os Tecnocratas cumpriram sua palavra.
JJ e eu tivemos um certo estremecimento, quando começamos a namorar fizemos alguns acertos, coisas que eu pensei que podia lidar, mas quando de fato aconteceram eu me dei conta que me machucam mais do que eu podia imaginar. E quando conversamos, eu disse o que me incomodava, e que não podia, nem queria , conviver com aquela dor pelos próximos dois, cinco, dez anos. Acho que eu dei um ultimato, e eu detesto ultimatos. Mas às vezes a gente precisa agir com o coração ao invés da razão. Às vezes a gente nem tem escolha, e às vezes a gente nem percebe o que está fazendo.
O Outro JJ disse que isso ia acontecer, disse que ainda ia cometer alguns erros, mas também disse que me amava. Isso me confunde até hoje. Esse JJ de agora não me ama, ele gosta de mim, talvez goste muito de mim, nós nos acertamos bem, o sexo é ótimo e nós vamos ter um filho. Mas isso não é amor. Eu me pergunto se isso ainda vai se tornar amor, ou se eu, ou mesmo ele, fiz alguma coisa que pode mudar o que ele virá a sentir por mim.Eu não quero migalhas de amor, eu me conheço o suficiente para saber que isso não me basta.No final das contas ele me disse que vai tentar. Nem sei bem o que ele vai tentar... tentar ficar só comigo? Tentar não transar com outras? Sei lá... mas perece melhor que nada.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Parte 22

Mestre Won retornou e nos informou que sabia o local da "casa" da Sarah, Pater Joseph me informou que vai conosco.
Quando cheguei de volta à Capela, JJ e Louize me esperavam, foi bom perceber isso, foi bom saber que somos, ao nosso modo, uma família. E que não estou sozinha. Os Abraços me confortam, mas meu coração ainda dói, as vidas, o conhecimento, Domus Magnus, nossa casa, nossa Capela, o local onde tantos e tanto Herméticos estudaram, aprenderam, Despertaram. As chamas consumindo tudo... os gritos silenciosos dos que morreram, o silêncio atônito e desesperado dos que ficaram.
Nossa fortaleza cai em ruínas.
Nossos inimigos ascendem.
Nossos aliados se voltam contra nós.
Fomos conquistados?
Nunca.
Nec pulvis.
Nec flamma.
Nec tempestas.
Nec timor.
Nossos convidados chegaram na hora, Alex o Licantropo amigo da Louize, Pater Joseph Miller, todos membros de nossa cabala, Mestre Won - nosso guia, e Sr. Grey. Estávamos prontos, e mesmo que não estivessemos, isso não seria importante agora...
Seguimos pelos nojentos labirintos, lutamos com diversas formas de monstros, eles vinham cada vez em maior número conforme nos aproximávamos do lugar onde ela estava... mas nos chegamos até ela, o Professor Oliver conseguiu uma forma de neutralizá-la, ela não podia mais acessar sua Magia e assim foi facilmente controlada.
Foi quando Pater Joseph convocou os outros magistrados, e o Ritual foi iniciado, Gilgul, o mais temido Ritual já inventado pela Casa Quaesitor, pela Ordem e creio que até mesmo pelas Tradições. Ele resulta na completa obliteração de um Avatar, um magus submetido ao Ritual do Gilgul nunca mais Despertará, nem nessa, nem em outras vidas...
Já havia lido e estuda o Ritual do Gilgul, mas pela primeira vez eu o vi ser executado...
Nos despedimos do Sr. Grey com palavras amigáveis, meu Pater tomou as devidas providências para que nenhuma lembrança sobre sua pessoa resista na mente de Grey. Sarah foi conduzida à Capela do Coro, lá eles cuidarão do que restou dela, da mente dela, já que seu corpo está bem.
E nós... nós voltamos para casa. Essa guerra acabou, e me permiti chorar minhas perdas.
Ainda vejo os rostos, ainda ouço os gritos, ainda sinto o calor do fogo no meu rosto, sinto o gosto da fuligem na minha boca e o cheiro da fumaça...
Vivo essa verdade com todos meus sentidos.
Torres caem.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Parte 21

Nos preparamos, seguimos para o lugar acertado, havia uma variedade de criaturas lá... licantropos, magi de todas as tradições, tecnocratas... Todos esperávamos pela Sarah... mas ela não apareceu, mas mandou seus monstros ... Mestre Won apareceu, nós lutamos contra os monstros... mas no meio do combate Pater Joseph recebeu a notícia.. enquanto nós lutávamos com os monstros, enquanto esperávamos Sarah cair na emboscada que nós armamos... ela se aproveitou e atacou. Atacou a Capela da Ordem de Hermes.

Nossa torre... em chamas.


Quarenta e dois feridos.

Vinte e sete mortos.

Destes, três Flambeau, um Tytalus, um Quaesitor, e vinte e dois aprendizes ainda inexperientes.


Não tenho palavras... não há palavras suficientes para descrever o que cada magi lá sentia...


Aprendizes









"Dr. Richard Mason" Aprendiz do Prof. Oliver.

O primeiro aprendiz oficial da Capela... Despertou aqui dentro, é jovem, tímido, mas parece dono de grande criatividade e inteligência.












Nickie Aprendiz da Louize.





Parece uma Akasha bastante atípica, mas com bastante potencial.





Neófita Rachel Bellanger, bani Quaesitor

Descobri Rachel há pouco tempo, tomei-a como minha discípula a pedido da Alana, parece um tanto arrogante e cheia de si, mas isso não é incomum na Order.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parte 20

Seguindo as ordens do Pater Joseph, nós fomos até o covil dos sanguessugas... o que acontece, resumindo, é que mataram um dos Patriarcas deles, e pelo visto foram os tecnocratas, as "crianças" desse Patriarca estão se matando e segundo o filho da pu** que é o líder deles agora (um monstrengo horroroso com quatro braços!) isso só vai parar que eles acabarem de sem matar... ele até nos deu uma listinha se nós quisermos acelerar o processo!
Até mesmo o Sr. Grey estava alterado e teve um momento em que pensei que ele fosse causar a morte de todos nós...
Mas voltamos para casa e para os preparativos para a emboscada...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Parte 19

Programei o despertador para cedo, as 6:30 am, ainda não tinha falado pro JJ que ia voltar ao serviço, então dei uns beijinhos e amassos para preparar o terreno...

Quando cheguei lá, o capitão me passou um caso, uma gangue, mais de um policial já fora mandado para hospital por eles e pelo menos um deles fora morto.

Existe um silencioso código de honra na polícia, seguido pelos policiais limpos e pelos corruptos. Quando um dos nossos é morto, todos se empenham em achar o culpado.

Com a Hellen no hospital, estamos tendo que trabalhar com um outro Promotor Assistente, um cara mais novo e mais inexperiente, Dr. Becker e acho, ou Dr. Pastel. Liguei para ele e pedi um mandato de busca e apreensão para o endereço do bar onde a gangue fica... ele não me deu retorno...

Esperei... esperei e resolvi pegar o Foster, a pasta do caso e fomos para a corte, eu ia falar eu mesma com o juiz, e ele não ia ter como me negar o mandato.

Chegamos lá e o Dr. Pastel nos levou até a sala do juiz Klaus, eu entrei na sala confiante e cheia de argumentos na minha cabeça e pronta para fazer o juiz concordar com o mandato e com a batida, mas quando ele se virou...


Ninguém menos que meu Pater... Pater Joseph Miller é a mesma pessoa que o Juiz Klaus...

Não sei explicar minha relação com ele... ele me intimida, talvez por que me conheça muito bem, melho que meu pai, melhor que Foster... melhor que o JJ. Pater Joseph conhece cada um dos meus erros, cada uma das minhas virtudes e meu respeito por ele é ainda maior do que o tanto que ele me intimida.

Resumidamente, ele me negou o mandato me contando que a gangue na verdade é composta de sangue sugas, e que ele não vai pôr policiais mortais em risco, porém me passou os dados para que a minha capela investigue o local, ainda me deu alguns livros e me mandou estudar.

A parte mais difícil foi aturar o Foster o resto do dia...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Retratos

JJ

terça-feira, 3 de julho de 2007

Parte 18

Toda a função com a Sarah, e depois as longas horas de ritual tentando organizar a cabeça da Louise, minha própria cabeça estava meio embaralhada.
Mas eu estava bem decidida a resolver as coisas com meu pai, não sei se foi a conversa com JJ, as coisas que Foster me disse, ou as coisas que eu entendi quando confrontei a Sarah. Mas eu precisava falar com o Velho.
JJ e Louise foram comigo, JJ queria estar presente na conversa e eu achei que a Louise podia gostar de conhecer o lugar, era de noite então fomos direto pro Pub.

Quando nós entramos, o silêncio que se fez era pesado, quase palpável, todos amigos do meu pai, tiras, ex-tiras, olhavam para nós. Acho que o pulo no coração do Velho deve ter sido tão forte quanto o compasso do meu próprio coração.
Eu entendia a preocupação dele, entendia como eu nunca tinha entendido antes... entendi por que ele não queria que eu entrasse para a Força, entendi por que ficou tão desconfiado com o JJ, eu entendi tudo. E entendi tão de repente que a "descoberta" me deixou meio tonta.

O Velho expôs suas preocupações, eu expus minhas condições e o JJ expôs o lado dele também. Chegamos a uma espécie de acordo, e vamos tentar levar as coisas numa boa.

Louise brincou por algum tempo com meu afilhado, Mark Jr. Quando terminamos a conversa, ela resolveu ir embora, JJ e eu ficamos lá mais um tempinho.

* * *

Um tempo depois da Louise sair recebi um S.O.S mental vindo dela. Eu não sabia onde ela estava, nem que caminho ela tinha seguido, nem pra onde ela ia...

JJ começou a fazer sua mágika... Conseguiu visualizar o caminho da Louise desde quando ela saiu do Pub, todas as curvas... e chegamos na moto dela, havia uma mancha de sangue, pude ver que não era humano, parecia daquele mesmo tipo de licantropo que nós ajudamos o Grey a prender. Seguimos mais um pouco, ela estava no chão e um homem alto perto dela, apontei a arma e mandei ele se afastar, ele não parecia estar machucando ela, na verdade, ela depois nos contou que foi ele que a salvou.

Troquei algumas palavras com ele. Ele disse que quem atacou a Louize foi um "Lobo de Sangue Ruim", parece meio Harry Potter mas vá lá... Quando perguntei seu nome, ele respondeu : "Dillan".

Lembro que o outro JJ estava aqui... ele me falou nesse Dillan. Sei que ele vai abalar as estruturas dela...


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Parte 17

Louise me pediu para tentar localizar uma pessoa, um homem. Ela não me deu detalhes, mas quando comecei a pesquisar, descobri que ele é suspeito em um caso em que uma criança foi assassinada e mutilada. As fotos são perturbadoras, por mais que eu tente olhá-las de forma profissional meu sangue ferve pensando nelas. Para conseguir fazer uma pesquisa mais completa fui ao distrito, meu chefe estava lá... reclamando de a minha licença.
*Pela mesa dele eu pude ver que o número de ocorrências aumentou demais nas últimas semanas, acho que os últimos acontecimentos, como as investidas da Sarah têm influenciado a sociedade Adormecida*

Senti falta de lá... de trabalhar e me senti fazendo falta lá... Me senti... culpada...

Quando voltei para a Capela... nós tínhamos visitas.... a Sarah estava lá! E a sensação da presença dela era... perturbadora, a sensação de um anjo vingador... e pude ver como aquilo afetava o Oliver... Senti meu coração apertar, eu tinha que fazer alguma coisa... não sabia direito oque, mas quando ela tocou o ombro dele, não pude ficar inerte, mandei que ela se afastasse, apontei a arma para ela, ela se virou e disse que a hora do meu julgamento ainda vai chegar. E se foi.

Logo a Louise chegou, mas o Professor continua abalado, JJ e Grey chegaram logo a seguir. Como a Louise, além de Akasha, é psiquiatra, ela foi conversar com ele. De fato depois da conversa o Prof. Oliver pareceu bem melhor, apesar de hiperativo. Porém... o estado da Louise estava deplorável... completamente perdida e confusa... acontece de vez em quando... mesmo quando os rituais funcionam. O fato é que não podemos nos dar ao luxo de ter algum de nós "fora do sistema" nesse momento.
Então me concentrei, desenhei os símbolos sagrados, entoei as palavras e invadi a mente da minha amiga... visualizei sua mente como uma biblioteca...eu precisava organizar os livros, mesmo com os títulos em outro idioma, mesmo sem me aprofundar nos seus conteúdos. Tomei o máximo de cuidado possível para não invadir a privacidade da Louise, e a tarefa é bastante difícil... foi um ritual longo e cansativo, ficamos quase sete horas em pé e extremamente concentrada.
Mas acho que funcionou.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Parte 16

Tentei limpar minha mente para poder aproveitar o Natal. Tentei tirar a Sarah e os assassinatos da minha mente.
JJ e eu tivemos um dia bem cheio, presentes de última hora, e todas as visitas que tínhamos para fazer e alguns dos presentes para entregar para, no fim da noite, irmos pegar o meu pai e irmos para a casa do meu irmão.
Eu estava tão nervosa que já estava enjoada.
*Imaginei essa noite de várias formas, tive pesadelos. Mas acho que a cena foi pior que meus pesadelos. Todos aqueles pares de olhos grudados em mim enquanto eu falava... Era como se eu sentisse os olhares fincando a minha carne.
Nada me deixou mais embaraçada e chocada naquela noite do que meu pai apontado uma arma para o pai do meu filho.*
JJ se saiu bem, foi firme com o Velho e deixou bem claro que não se sente intimidado nem vai deixar alguém dizer o que ele deve fazer.
Eu fiquei orgulhosa disso, covardia me incomoda, e para dobrar o Velho só sendo tão teimoso quanto ele.
*Quando fomos embora, depois da censura do meu irmão, passamos na casa da Louise, mas não consegui nem conversar direito. Nem pensar direito. Só doía... Doía muito.*
No outro dia passamos em função do jantar de Natal da Capela, seria a revelação do amigo secreto e eu tinha que me manter ocupada para não pensar no meu pai.
A noite foi bastante agradável e me diverti. Louise e eu demos o mesmo presente para o Grey, uma gravata vermelha.


JJ tirou a Louise no amigo secreto e deu uma roupa de "geisha erótica" que ele com certeza deve ter comprado em um sex shop, foi um dos presentes mais engraçados da noite.

Minha intenção ao presentear o Grey com "Moby Dick" foi um tanto irônica. Ahab perseguia a Baleia Branca por vingança, mas no fim ela apenas seguia sua natureza, isso se é que ela existia e não era simplesmente um fruto da imaginação do velho marinheiro.
A guerra entre as Tradições e a Tecnocracia também é, no fim das contas uma ilusão. Pois a própria realidade é uma ilusão. Mas isso é complexo demais para se pensar no Natal...

Mr. White



Chefe do Grey... Eu sei que ele usa o terno da cor errada. É claro que não sabemos muito dele. Já "visitamos" a casa dele, ele já visitou a nossa. Já nos encontramos em campo neutro.
Não há muito que se dizer, é um inimigo. Nos vê dessa forma e é como nós o vemos também. enhum dos nossos encontros foi exatamente agradável e vai chegar um ponto em que a guerra vai seguir apesar da provisória (e aparente) trégua.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Sarah




Sarah... não sei bem o que ela é... até segunda ordem, vou tratá-la como uma Nephandus. Quando a conhecemos ela estava junto com o Coro Celestial, e aparentemente mantém muitas das crenças dessa Tradição. Ela é responsável, ou pelo menos co-responsável pelo atentado nas torres. Ela vem atacando capelas, tradicionalistas ou tecnocratas para roubar o Vis que ela necessita para seguir seu comparsa e juntos destruirem Doissetep e Horizonte. Ela é poderosa e perigosa.
É nosso alvo na emboscada que estamos armando em conjunto com a tecnocracia.

Parte 15

Já era tarde e a maioria de nós estava preparada para dormir quando ouvi um carro estacionando, não era bem um carro, era uma Van... TODA a família do professor... Eles vieram passar o Natal com ele... mas ele nunca nos contou que a família dele é hippie!!! Acho que ele providencialmente esqueceu de contar...

Eu não queria ser a chata e ranzinza, mas não dava para eles ficarem na Capela, não com a Sarah solta por aí e podendo nos atacar a qualquer momento, seria irracional colocá-los em risco. Mas eles ficaram lá naquela noite, acamparar no jardim. Na manhã seguinte o café foi uma bagunça... a cozinha tomada por toda aquela gente, mas o Professor parecia feliz, e o JJ curtindo aquela criançada...


Quando Foster me ligou eu até fiquei feliz, sinto falta do meu trabalho e queria uma desculpa para fugir da bagunça. Acho que eu tinha esquecido que meu trabalho "mundano" podia ser tão chocante. Me impressiona que pessoas que não têm a mesma experiência que eu, o mesmo treinamento, em ambos os meus campos de atuação, possam agüentar no osso do peito tanta barbárie.


Dirigi até o endereço que o Mark me deu, era uma casa no subúrbio, ele estava me esperando e me guiou pela cena do crime.


Primeiro quarto... o pai é encontrado morto, o corpo ainda está lá, parecem ferimentos de lâminas.


Segundo quarto... onde dois meninos foram encontrados mortos, os corpos já foram retirados, mas as manchas de sangue deixam claro que foi um massacre... ainda se vê... pedaços de carne e órgãos internos espalhados.


Terceiro quarto... onde a mãe é achada.


*A cena aparece em câmera lenta na mente de Amanda, seus olhos vêem, novamente uma porta entreaberta, eles vêem sua própria mão empurrando aquela porta, e seu coração sabe que dentro daquela peça existe uma mulher morta. Como um déjà vu, ela chega a vislumbrar a vítima, morta em uma banheira. Mas quando olha dentro do quarto, a cena é outra, a mulher parece ter sido esvicerada e enforcada com o próprio intestino.*


Uma mulher grávida não devia presenciar essa cena. Ninguém deveria ter que presenciar essa cena.


Quatro mortos, uma sobrevivente, uma menina de 9 anos, Jessica. Ela não fala, mas consegui que ela confiasse um pouco em mim, e fizesse um desenho.

Louize e Grey chegaram em seguida. O pessoal dele já tem investigado casos semelhantes. Seguimos pistas até que nos deparamos com uma criatura semelhante às ilustrações que vi de licantropos, porém sua pele parecia um couro duro, e sua aparência deveras deformada. Ele foi imobilizado e controlado, o pessoal do Grey cuidou do resto. A investigação foi basicamente deles, então era justo que eles cuidassem do resto.


Quando voltei pra nossa Capela, eu precisava de um café, preto e sem açucar... nem dei tempo pra que o JJ me censurasse dessa vez.


Mas ele pôde ver que alguma coisa estava errada... Pela primeira vez eu contei a ele, ou a qualquer pessoa, sobre a minha mãe... ele não disse nada, mas nada precisava nem devia ser dito, ele só me abraçou.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Capela Argos

*Esboços da Capela desenhados nos diários de Amanda, possivelmente imprecisos e contando com modificações ainda não concretizadas*No primeiro andar da Capela temos a cozinha, a sala principal, dois banheiros, sala de jantar, uma pequena academia, o jardim de inverno, e o quarto do Isaac.


No segundo andar temos três banheiros e os quartos, meu, do JJ, da Vasla, Louise, Hellen, Mestre Won e atualmente do Grey.

No terceiro andar temos mais dois banheiros, mais alguns quartos desocupados, o quarto do Professor, e estou planejando uma pequena biblioteca/sala de pesquisas/sala de computadores na peça maior.

Retratos

Melinda Sullivan O'Malley - Mãe da Amanda

Retratos

Shane O'Malley - Pai da Amanda

Moda

Vestido usado na noite de Natal (em família)






Vestido usado no jantar de Natal (Capela)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Retratos

Louize

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Retratos


Pater Joseph Miller, bani Quaesitor

Parte 14

Depois do abraço, JJ, Isaac e Grey foram pra cozinha, eu ainda tinha que dar as notícias perturbadoras para Louise... Ela ficou muito abalada, e com razão! Ela disse que ia tentar se comunicar com ele, pedi que ela o chamasse de volta, não só porque sua ajuda é inestimável, mas porque só vendo-o vamos ter certeza que ele está bem.
Após uma breve conversa na cozinha onde JJ comunicou "em caráter oficial" a minha gravidez nós fomos para a reunião.
*Naquele momento eu queria ouvir os pensamentos de cada um deles, principalmente do Isaac*
Na reunião nós expusemos nossas descobertas, assim como a seriedade da situação, também explicamos nosso plano de aliança com a Tecnocracia para que possamos deter a Sarah.
Eu diria que as coisas correram conforme esperado, mas nossos líderes ainda não nos deram uma resposta se estão dispostos a se expor e a se aliar com os Tecnocratas.
Apresentei JJ ao meu mentor, Pater Joseph Miller, bani Quaesitor, ele já o conhecia de nome, e aparentemente gostou do que ouviu anteriormente... Ele não pareceu tão feliz quando falei sobre o bebê. Muitos membros da Casa Quaesitor vêm família como um obstáculo. Ou como alvos a serem usados pelos nossos inimigos.
*Quando voltei a me encontrar com JJ ele estava com seus companheiros de Tradição... até aí tudo bem... não fosse por uma delas, que estava vestida (não... essa não seria a palavra mais adequada) apenas com umas.... tiras... de ...sei lá... vinil, ela estava pratica mente em cima dele! Eu fiquei com tanta raiva.... Quando eu coloquei o ramo de azevinho na porta da cozinha, ele ficava bloqueando a passagem por causa daquela bobagem de beijo, mas quando aquela vagabunda se jogava pra cima dele ele não se importou ...era uma coisa "normal"! Que ódio.... Não... e o professor ainda dava corda... e no carro eles tiveram a cara de pau de dizer que eu estava resmungando! Imagina... Era pra eu ficar feliz e saltitante por acaso? E não pararam de falar na vagabunda até a gente chegar na Capela! como se não tivesse assunto mais importante pra conversar! E o pior é que o JJ acha graça... muito engraçado mesmo que é...*
Depois que me acalmei um pouco Isaac chamou a mim e a Louise, nos explicou como as coisas deveriam se estruturar na Capela, e todos nós nos dirigimos à sala principal.
Isaac explicou que como nós somos cinco, cada um assumiria uma ponta do pentagrama, cada ponta, por sua vez representando um elemento e uma função que deveremos assumir na capela.
Água representa a liderança política da Capela, aquele que falará nas reuniões, e responsável também por legislar;
Fogo responsável pelos contatos, basicamente "Relações Públicas" da Capela;
Ar, líder de guerra, responsável pelas estratégias militares da Capela em situação de combate;
Terra, organização física da Capela, responsável pela dispensa, pelas finanças;
Espírito, responsável pelas defesas mágicas da Capela.
As posições foram definidas através de sorteio, ficando da seguinte forma: Água: Isaac, Fogo: JJ, Ar: Louise, Terra: Eu e Espírito: Prof. Oliver.
Depois disso, JJ foi cozinhar, deviam ser umas 3hrs da madrugada, nos jantamos e resolvemos que como na noite do dia 24 todos nós temos compromissos com nossas famílias, na noite do dia 25 vamos jantar juntos na Capela, então resolvemos fazer um amigo secreto, incluímos o Michael e o Grey.
Eram quase 4hrs e eu estava cansada e subi para tomar um banho. Eu estava no chuveiro quando JJ entrou, ele estava meio quieto e pensativo... me olhando... então ele diz: "Depois desse a gente vai ter mais 4."
Mas 1 mais 4 são 5 - eu disse.
-Cinco é um bom número...
-Três no máximo.
-Três é um número pequeno...
- Vamos ver como a gente se sai com um primeiro....

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Retratos

Amanda

terça-feira, 12 de junho de 2007

Antigos Amores II



Roberto Medina, paramédico. Quando eu ainda estava nas ruas a gente se via com freqüência, acidentes de carro, assaltos com vítimas, violência doméstica... nada romântico, mas quando se compartilha experiências tão marcantes acaba sendo natural uma aproximação.
Depois do Despertar comecei a desenvolver essa tendência para relacionamentos que não tinham potencial para dar certo. Bobby era apaixonado por outra mulher, e eu era uma tentativa de esquecê-la. Nós terminamos depois de uns 6 meses juntos. Ainda assim a gente se via todos os dias e o clima ficou meio tenso. Até o dia em que uma ex-namorada apareceu e pediu a ajuda dele pois o irmão dela estava com problemas com drogas. Bobby sempre quis cuidar de todos, seu pai abandonou a família quando ele tinha uns 8 anos, e ele sempre cuidou da mãe, dos irmãos, e depois dos amigos, dos colegas...
Ele conseguiu colocar o amigo em uma clínica de reabilitação, mas ele fugiu e arrombou a casa da mãe dele, roubando TV, vídeo e sei lá mais o que prá comprar mais drogas. Bobby foi até o lugar onde esse amigo estava ficando e o confrontou, acabou levando um tiro no coração, passou cerca de 8 horas na sala de cirurgia, mas não resistiu.
Toda a brigada do departamento de combate ao fogo e todo distrito 55 estavam presentes no funeral, todos nós usamos nossos melhores uniformes, as bandeiras do Corpo de Bombeiros e da Delegacia de Polícia foram erguidas a meio pau, pois mais que um ex-namorado, um querido amigo, um dedicado colega, um competente paramédico, e principalmente um grande homem merecia uma despedida à sua altura.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Antigos Amores I



Desconsiderando o jardim de infância e o primário, Mark Foster foi meu primeiro amor, e primeiro namorado, e por assim dizer, meu primeiro amante, claro que até hoje meu pai não sabe disso.
Até hoje tenho um grande carinho, e talvez até um tipo de amor por ele. É meu parceiro, todos os dias eu coloco minha vida nas não dele e ele a dele nas minhas. Essa confiança cria elos quase impossíveis de serem quebrados.
Nos terminamos um namoro de três anos (meu relacionamento mais longo até hoje) de uma forma tranqüila e natural, sem dramas nem ressentimentos.
Acho que a esposa dele tem um pouco de ciúmes até hoje, mas lida bem com isso. Não sei como JJ reagiria, uma vez ele me perguntou, basicamente, se eu tinha um caso com meu parceiro e eu respondi que não. Não vi necessidade de falar no passado naquele momento. Se ele perguntar eu respondo...

Parte 13

Foi organizada uma reunião com nossos líderes. Pater Joseph Miller me chamou para ajudar nos preparativos para que a segurança fosse reforçada. Haviam vários Flambeau, Tytalus... as defesas mágicas foram carregadas de energia.
*Durante toda a tarde Amanda trabalhou com os outros Herméticos para que nada desse errado durante a reunião. Perto do horário estipulado ela voltou para a Capela, deveria se arrumar, conversar um pouco com os outros. Quando chegou estavam lá o Sr. Grey, Prof. Oliver e Louize. *
Grey e Matthew têm algumas informações perturbadoras sobre o caso Sarah. Matthew conversou com ela... ela disse que destruiu a capela tecnocrata em que nós estivemos, Mestre Won estava lá.... Grey entrou em contato com seus superiores e confirmou a informação. Preciso conversar com a Louize, ela não deve ouvir isso do Professor muito menos do tecnocrata.
*Quando Amanda chamava Louize para que pudessem conversar mais privadamente, JJ chega*
Eu congelei quando JJ tocou minha barriga na frente de todos e disse: "Oi filhão!" E pude sentir quase que fisicamente o Grey me escaneando prá confirmar a informação.... eu não queria qe ele soubesse, não me importo que o Prof. saiba, mas o Grey me deixa desconfortável. Não quero ter essa criança num hospital comum, deve haver alguma clínica onde eles não tenham muita influência....
*Ela não consegue conter a surpresa quando Isaac surge pela porta... não esperava vê-lo ali, mas sua presença traz segurança, segurança que ela precisa naquele momento. A mesma segurança que sentia quando o pai a pegava no colo prá protegê-la das implicâncias dos irmãos. Por um breve instante ela percebe como e quão rapidamente seu sentimento pelo Euthanatos mudou, talvez ela estivesse só confusa no começo. Isaac, agora, a faz sentir segura... e paradoxalmente, sua figura inspira segurança*
Obviamente eu não estava "raciocinando" foi um impulso, mas quando dei por mim eu já estava abraçando Isaac. Por algum motivo eu precisava daquilo. Eu sei que estou vulnerável, mas também sei que não posso estar. Tenho que pensar claramente, tenho que estar firme, por que nossos inimigos vão se aproveitar de qualquer brecha que nós deixemos. Isso inclui o Sr. Grey.
Eu gosto dos abraços do JJ, são firmes e quentes, mas não era daquilo que eu precisava, não era de um "homem", eu precisava de um... pai... isso parece tão fora de sentido, há um tempo atrás eu me sentia atraída pelo Isaac e agora ele é minha referência paterna dentro da capela. E precisava de um abraço que me fizesse sentir em casa, não de abraço que me fizesse sentir mulher como os do JJ. Não sei se vou saber explicar isso prá ele, mas dúvido que ele pergunte.

Espíritos e Imagens




Ao longo do tempo, conforme vamos nos tornando mais experientes e dominando melhor Ars Spirituum, começamos a criar uma imagem espiritual, o "corpo" que assumimos que passamos para o Mundo Espiritual. Aos poucos me tornei assim, cada parte da indumentária tem seu significado: as sandálias são armas mágicas da Lua, a esfera imaginativa, a imaginação com sandálias nos pés acelera nosso caminho individual; a túnica externa é supressão, arma mágica da esfera de Saturno, simboliza, em um nível físico, a parte sagrada do corpo feminino, o mais alto princípio da feminilidade; o peitoral, ou Lamen, arma mágica da sexta esfera, a Solar, é o armadura da alma; e finalmente o cinturão, arma mágica da sétima esfera, a esfera de Vênus, o amor e a emoção.

Arsenal VII



Uma pulseira de moedas irlandesas. Era da minha mãe, da minha avó, da minha bisavó.... nem sei de quem mais, mas veio da Ilha Esmeralda com a minha família.
As moedas simbolizam a terra. A estabilidade, o trabalho, carreira, a casa. O aspecto material, em oposição ao ar que representa as idéias, o intelecto. A Terra nos traz os aspecto concreto das nossas vidas.
Nesse momento da minha vida a Terra representa minha nova família. A criança que cresce na minha barriga.

domingo, 10 de junho de 2007

Arsenal VI



Adaga, escolhi uma adornada com motivos celtas, afinal, não é possível negar nossa própria ancestralidade.
Adagas, espadas, representam o elemento ar, os ideais elevados, o raciocínio lógico. Mostrando-nos que muitas vezes se vencem as batalhas utilizando muito mais a cabeça, a inteligência do que a força.
Além da simbologia, do cerimonial, também utilizo essa mesma adaga em combates.

Arsenal V



O Cálice. Representa a compaixão, a água, o sentimento, o feminino. O receptáculo sagrado, o Santo Graal da compaixão divina, que doa e recebe. Buscado pelos cavaleiros arturianos em suas jornadas, enquanto empunhavam suas lanças, bastante óbvio quande se pára prá pensar. A força imersa na compaixão. A sabedoria no sentimento. O equilíbrio. Mais um dos importantes segredos da magia.

Arsenal IV



A varinha é o instrumento de invocação de espíritos. Na maioria das tradições representa o elemento fogo e simboliza a força vital interior de um mago. A varinha data de tempos pré-históricos. O deus grego Hermes é representado com um caduceu, uma varinha entrelaçada serpentes e um topo alado, símbolo de poder, sabedoria e cura. A varinha também representa o masculino: a Força, física ou da vontade.
Como tantos outros, eu uso a varinha como um focus , não somente para Ars Spirituum, mas também para Ars Virium.
Eu mesma entalhei a varinha enquanto estava na Academia de Magia.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Arsenal III



Sig Sauer Mosquito
Similar à Sig Sauer P226, mas menor, tendo 90% do tamanho da P226, pode ter lanternas e silenciadores acoplados.

Arsenal II



Glock 19
Desenvolvida na Áustria no fim dos anos 70, e disponível no comércio mundialmente em torno de 1980. A Glock utilizou a mais moderna tecnologia da época para produzir uma pistola de alta capacidade, soco controlado e leve.

sábado, 2 de junho de 2007

Arsenal I






Sig Sauer P226 Crimson Trace


Em 1992 entra no mercado uma série de pistolas de alta qualidade e tamanho médio sa SIG, é menor que a Glock ou a Beretta. São armas populares entre os detetives de polícia e os agentes do FBI. Ela vem em 9x19mm (13 tiros) e .357 SIG (12 tiros)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Lugares Sagrados VI



Marco Zero, ainda uma ferida aberta e purgando. Não sei se meu desejo é por justiça ou vingança. Mas não importa muito agora. Perdi colegas de trabalho, irmãos em armas por assim dizer, mas mais que isso, esse local se torna um santuário, um memorial, a ausência daquelas Torres me faz lembrar, todos os dias, que independente do que os seres são, magi, licantropos, vampiros, e principalmente, simples humanos, todos fomos tocados pelo que aconteceu, e situações como essa trazem à tona o melhor e o pior de nós, e heróis surgem em pessoas comuns, pessoas superam seus próprios limites, vencem suas barreiras e colocam sua Vontade acima de qualquer coisa, e continuam seguindo em frente. Isso é magia.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lugares Sagrados V



Capela Argos, atualmente é o meu QG, é onde passo a maior do meu tempo. A princípio eu fui "transferida" da minha Capela, prá ajudar na investigação do desaparecimento de Dorian, mas fui ficando. Seu membros são Helen, bani Quaesitor; Isaac, bani Euthanatos; Loiuze, bani Akasha; Vasla, bani Sonhos; JJ, bani Êxtase; Amanda, bani Quaesitor e Prof. Oliver, bani Éter. Tem vários quartos e cada membro tem seu quarto, nem todos moram lá.
Tem boas proteções, e nós fazemos o possível prá manter isso assim, é nossa casa, nosso território afinal de contas, e nossa responsabilidade.

Lugares Sagrados IV



Minha casa... é um apartamento pequeno, mas eu não passo muito tempo lá mesmo... minha vida dupla toma muito do meu tempo, acho que meu irmão Brian passa mais tempo lá do que eu. Aliás foi ele que achou o apatamento prá mim, por um preço muito bom, eu não queria mais pagar aluguel e dividir casa com gente estranha, não queria morar na Capela da Ordem, apesar de tudo gosto de manter minha liberdade de ir e vir.
Acho que tem a minha cara, mas está chegando a hora de procurar um lugar maior.

Lugares Sagrados III



Academia de Polícia. Bom, não tenho muito a dizer, mas aprendi muito lá, principalmente sobre confiança e companheirismo. Aprendi lemas importantes, que vão muito além da polícia. "Cortesia, Profissionalismo, Respeito", "Para servir e proteger".
Esses lemas não servem somente para os policiais, ou pelo menos não me servem somente enquanto policial. São valores pelos quais tento nortear minha vida, sempre que possível.
Foi lá que aprendi a confiar minha vida ao meu parceiro, e zelar pela dele. Três coisas são confiáveis com certeza: o cavalo que você cavalga, a fera que guarda e vigia e o irmão ao seu lado.
Não somente a confiar, eu aprendi a ser digna dessa mesma confiança.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Parte 12

Não aconteceu muita coisa de relevância no que tange a nossa cruzada contra a Nephandus Sarah e seu exército. Os líderes das Tradições foram avisados e marcaram uma reunião. Minha vida privada, por outro lado, não deu apenas uma guinada de 180°, ela continua girando vertiginosamente.
Desde que descobri a gravidez... eu não consigo me focar em outra coisa. Eu fico pensando em como proteger essa criança da Sarah... de mim e do JJ... como proteger essa criança do que os pais dela são?
Nem sei se é possível... não sei se o que nós somos não vai afetar... o espírito do nosso filho.
Eu não consigo parar de pensar em como meu pai vai reagir, ele já não vai aceitar o JJ muito bem no começo (não aceitaria nenhum namorado meu muito bem de qualquer jeito), e quando descobrir a gravidez... meu irmão vai dizer que eu estraguei o Natal, e eu não vou conseguir mentir pro Velho, ele vai reparar que tem alguma coisa quando notar que eu não vou estar bebendo, e se eu pensasse em beber prá disfarçar o JJ ia ficarpegando no meu pé ...
Ou seja... ele vai saber, e se ele tiver um ataque do coração como meu irmão sempre prevê? Ou será que vai ficar feliz? ... Ele sempre quis netos....
E como o JJ vai reagir à reação do meu pai? Vai atenuar ou vai agravar as coisas?
Eu não consigo parar de pensar... e não penso com clareza! E como vou lutar contra a Sarah se não penso com clareza?
E a reunião com os líderes, eles vão querer saber coisas, vão dar ordens, e serei eu capaz de seguir as ordens, ou eu vou ter o instinto de proteger meu filho e desobedecer os líderes?
Minha cabeça gira tanto que eu já estou tonta e enjoada....

Lugares Sagrados II



Academia Hermética de Magia... alguma coisa tipo Hogwarts, bom... mais ou menos, é uma Universidade, foi lá que eu estudei Direito, e foi lá que começou minha formação dentro da Ordem, existem vários estudantes Adormecidos lá, que simplemente estudam se formam (ou não) e deixam a escola. A maioria dos professores também é a Adormecida. Mas existem os cursos "extra-curriculares" que contam créditos para a nossa formação.
Foi nesse lugar que minha jornada enquanto Maga da Antiga Ordem de Hermes começou, foi lá que edscobri as verdades e mentiras do Mundo, e como a minha Vontade e Palavra podem curvar as realidade. Lá aprendi novas línguas, fórmulas, numerologia, astrologia, quiromancia e várias outras "logias e mancias", aprendi a me auto definir e aprendi meu lugar na Tapeçaria da Realidade.

Lugares Sagrados I



Nossa velha casa no Brooklyn... morei lá desde que nasci até ir prá faculdade. Todas minhas lembranças de família tem essa casa como cenário, sejam elas boas ou ruins. Meu pai vive lá, sozinho até hoje, ele nunca vai se desfazer daquela casa, e na verdade ele queria que um de nós morasse com ele... Mas acho que depois de adultos, e depois termos nossa própria casa, nossa dinâmica de vida, nossa forma de lidar com as coisas do dia-a-dia, fica difícil de voltar à casa paterna. Ainda mais levando a vida que eu levo, tendo a Capela, a Ordem e a Polícia, são responsabilidades que eu assumi. E não posso deixar prá trás, e não posso revelar meus segredos pro meu pai.
E agora, tem o bebê, tem o JJ... Seria muito estranho voltar prá lá.
Meu pai comprou aquela casa quando Gavin tinha dois anos, antes disso eles moravam num apartamento pequeno, também no Brooklyn. Papai fez um balanço no pátio dos fundos, e é claro que nós sempre brigávamos, e sob uma das árvores do pátio muitas vezes eu me sentei para ler meus livros preferidos, Lá nós tínhamos um cachorro, um labrador bem bobão que morreu de velho há alguns anos. Enfim, o maior capítulo da história da minha vida foi escrito naquela casa. Foi lá que minha personalidade foi moldada, lá que eu me tornei a pessoa que eu sou hoje.

sábado, 26 de maio de 2007

Direito e Justiça

"Teu dever é lutar pelo Direito. Mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça." - Eduardo Couture

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Surpresas

Minha cabeça parece girar em todas as direções ao mesmo tempo. Não sei o que me fez entrar na farmácia... os comentários dos meus irmãos, as perguntas do meu pai, as coisas que o JJ do futuro me falou... eu não sei, mas eu entrei lá e comprei o teste. Eu esperava que ele simplesmete me confirmasse o que eu já sabia.
Mas eu estava errada, o que eu sabia, estava errado e o teste deu positivo. É claro que é um erro eu pensei, então resolvi fazer as coisas do meu jeito, um jeito bem mais confiável.
Me sentei no chão do banheiro, tracei os sagrados caracteres enochianos e entoei as palavras, assim eu tomaria uma maior consciência do meu próprio corpo ativando meus conhecimentos e domínio em Ars Vitae, eu me concentrei e comecei o mapeamento... e o resultado do teste estava certo. Eu estou grávida. Bem no comecinho é claro... mas tá ali...
Claro que depois de mim a primeira pessoa a saber foi o JJ. E ele reagiu de uma maneira bem diferente do que eu esperava, achei que ele ia ficar... sei lá... chateado, brabo... contrariado... mas ele tá tão feliz... isso me deixou bem mais tranqüila, mais segura... pelo menos acho que não vou estar sozinha.

Parte 11

Conhecer o JJ do futuro foi uma coisa confusa, estranha e que mexeu muito comigo.


Ele pôde nos ajudar quando perseguimos a Sarah mais uma vez, dessa vez no mundo espiritual. Nós a seguimos, e num determinado ponto o JJ foi tragado de volta para o seu tempo, ficando seu corpo, novamente desacordado. Grey nos guiou a uma Capela Tecnocrata dentro da Teia Digital. Foi lá que descobrimos que Sarah não está sozinha, ela tem um exército de Nephandi com ela. E eles atacaram... alguns tecnocratas morreram, alguns ficaram feridos, Louize, Mestre Won e Oliver também se machucaram. Quando JJ acordou nós pudemos voltar. Dessa vez era o JJ certo, o ... meu JJ.


As coisas que ele falou... não saem da minha cabeça, e eu nunca mais vou olhar esse homem da mesma forma. Eu já sabia que estava me apaixonando, mas ouvir aquelas palavras, ditas tão... tranqüilamente por ele... e eu não consegui dizer o mesmo, e eu não sei porque... não sei se é medo.

No futuro ele toma café e usa armas, no futuro eu não tomo tanto café, no futuro ele se dá bem com meu irmão, conhece meu pai... e no futuro... ele me ama...

E eu acho que ainda não estava preparada para ouvir isso, só de lembrar meu coração pula. Nenhum homem me disse isso, pelo menos não que eu levasse a sério.

As palavras encerram um poder que os Adormecidos ignoram, e boa parte dos Despertos não têm total consciência. Por isso, as vezes eu prefiro ficar calada. Três coisas não têm volta: a oportunidade perdida, a fecha lançada e as palavras proferidas.

Eu quero poder dizer essas palavras, eu quero ter certeza delas, e quando eu tiver, ele vai saber, mesmo que eu não diga as palavras, palavras são compromissos. Mas quando chegar a hora, eu não vou ter medo.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Do Pó às Chamas.

Nec pulvis.
Nec flamma.
Nec tempestas.
Nec timor.
* * *
Não é poeira.
Não é chama.
Não é tempestade.
Nem medo.
* * *
Nossa fortaleza cai em ruínas.
Nossos inimigos ascendem.
Nossos aliados se voltam contra nós.
Fomos conquistados?
Nunca.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Fênix

A torre é maior do que a soma de suas pedras. Mesmo se aquelas pedras se desintegram, o grande projeto permanesce. A torre caída pode ser reconstruída. E será. Pois nosso projeto é seguro, e nosso propósito firme. O tempo está ao nosso lado - tempo, e sabedoria das eras.
* * *



segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mr. Evan Grey



Evan Grey, agente da Tecnocracia, um remédio amargo que nós estamos tendo que engolir para suavizar os sintomas de uma doença maior e corrosiva. Grey gosta de ressaltar que nós somos parecidos. Ele vê semelhanças e discrepâncias onde ele quer. Eles nos observa e faz relatórios, e conhece nossa capela, e com certeza não é merecedor de confiança. Acho que não é pior deles, mas isso não faz dele uma boa companhia.
Escolhi para ele um presente de Natal que achei.... mmmm ... relevante, espero que ele entenda a mensagem implícita. Burro ele não deve ser.
As vezes eu tenho pena, ele não é mais ele, ele é uma parte de um todo. Eu me pergunto onde ficaram escondidos os quereres, os sonhos, os desejos, as opiniões, esse tipo de coisa não pode ser simplesmente eliminada, pode ser reprimida. mas não apagada. Em algum lugar na mente (ou no coração, se este não foi removido cirurgicamente e substituído por uma peça mecânica) estes desejos e sonhos estão guardados e ele deve tentar esquecer.