"Amanda tem seu sono interrompido por uma mensagem no celular, era Louize convidando para um jantar em seu apartamento, a Hermética responde que vai e volta a dormir, depois de algumas horas levanta-se e contempla seu quarto na Capela, fica feliz pela confiança depositada nela. Encontra Mestre Won na cozinha quando vai tomar um café, oferece carona para o jantar, ele não sabia de nada... claro... por que um homem mudo teria um celular ou atenderia o telefone?
Antes do jantar Amanda passa em casa para se arrumar, pensou em simplesmente colocar um jeans e uma camisa limpos, mas acaba por decidir se arrumar... não usa um vestido desde o casamento do irmão, ela teve que usar um vestido já entrou com ele na igreja...
Vestido, maquiagem, está pronta, até mesmo Mestre Won se arrumou, um terno de um dos irmão de Amanda.
Esperava encontrar Isaac. O jantar transcorre agradavelmente, a comida é boa a conversa também, até mesmo as investidas do irmão mais novo de Louize são divertidas. Isaac está lá, distante e triste. Amanda o observa... e nesse momento ela entende. Vê nos olhos dele a a tristeza, a dor da perda, dor que ela conhece tão bem e que sente agora. Sente a perda de algo que não teve, a perda de uma idéia, de uma idealização que, agora, ela percebe, mesmo que não admita nunca correspondeira a realidade. Nunca daria certo, talvez eles sejam parecidos demais em alguns pontos, e diferentes demais em outros. Mas ainda assim, dói.
Amanda afasta-se do grupo, caminha para a janela, a vista é bonita, ela olha a ausência das Torres, costuva achá-las feias, agora a falta delas dói como uma ferida aberta e infeccionada. É nesse momento que JJ se aproxima."
Não estávamos sozinhos ali, e a conversa não era maliciosa nem romântica, mas no momento que ele falou perto do meu ouvido... Nossa... eu senti um arrepio.
" O grupo sai, JJ os leva ao Harlem, para um night club, consegue mesas e bebidas. E o jogo começa. Olhares, provocações, toques, álcool, e finalmente... dança.
Ela gosta do jeito que ele a toca, gosto dos olhos dele nos dela, o braço forte e firme ao redor de sua cintura, de como ele a puxa prá perto do seu corpo, dos movimentos tão sensuais da dança, da doce troca de sedutoras bravatas. Não se importava em não estar em 'seu território', não se sentia insegura, ao contrário. Não se sentia nem presa nem caçadora. Sentia-se livre."
Da forma como as coisas se desenrolaram, bom, a noite não poderia ter terminado de maneira diferente e a discrição me impede de mencionar detalhes, mas foi a conversa na manhã seguinte que realmente me deixou balançada. JJ é atraente, simpático, bonito, definitivamente sedutor, e o sexo foi... bom... fantástico. Mas eu não sou nenhuma adolescente prá cair de amores assim. Na manhã seguinte eu conheci o homem, bom, 'conhecer' é uma palavra meio ampla, mas vi coisas que eu não tinha visto antes. E tive medo. Já tenho medo pelo meu pai, irmãos, meu parceiro e a família dele. Agora existe a possibilidade de ter medo por mais alguém. Eu não tava procurando por isso. Mas também não vou fugir. Acho que foi a consciência disso que me fez pensar em coisas mais práticas, o que ele chamou de "modo automático". Magos da Ordem tendem a ter um pensamento prático... por mais que as coisas estivessem muito agradáveis ali, eu precisava ver meu pai, e jantar com meu parceiro e a família dele. Marcamos de nos encontrarmos na Capela as 11 pm.