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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lugares Sagrados III



Academia de Polícia. Bom, não tenho muito a dizer, mas aprendi muito lá, principalmente sobre confiança e companheirismo. Aprendi lemas importantes, que vão muito além da polícia. "Cortesia, Profissionalismo, Respeito", "Para servir e proteger".
Esses lemas não servem somente para os policiais, ou pelo menos não me servem somente enquanto policial. São valores pelos quais tento nortear minha vida, sempre que possível.
Foi lá que aprendi a confiar minha vida ao meu parceiro, e zelar pela dele. Três coisas são confiáveis com certeza: o cavalo que você cavalga, a fera que guarda e vigia e o irmão ao seu lado.
Não somente a confiar, eu aprendi a ser digna dessa mesma confiança.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Parte 12

Não aconteceu muita coisa de relevância no que tange a nossa cruzada contra a Nephandus Sarah e seu exército. Os líderes das Tradições foram avisados e marcaram uma reunião. Minha vida privada, por outro lado, não deu apenas uma guinada de 180°, ela continua girando vertiginosamente.
Desde que descobri a gravidez... eu não consigo me focar em outra coisa. Eu fico pensando em como proteger essa criança da Sarah... de mim e do JJ... como proteger essa criança do que os pais dela são?
Nem sei se é possível... não sei se o que nós somos não vai afetar... o espírito do nosso filho.
Eu não consigo parar de pensar em como meu pai vai reagir, ele já não vai aceitar o JJ muito bem no começo (não aceitaria nenhum namorado meu muito bem de qualquer jeito), e quando descobrir a gravidez... meu irmão vai dizer que eu estraguei o Natal, e eu não vou conseguir mentir pro Velho, ele vai reparar que tem alguma coisa quando notar que eu não vou estar bebendo, e se eu pensasse em beber prá disfarçar o JJ ia ficarpegando no meu pé ...
Ou seja... ele vai saber, e se ele tiver um ataque do coração como meu irmão sempre prevê? Ou será que vai ficar feliz? ... Ele sempre quis netos....
E como o JJ vai reagir à reação do meu pai? Vai atenuar ou vai agravar as coisas?
Eu não consigo parar de pensar... e não penso com clareza! E como vou lutar contra a Sarah se não penso com clareza?
E a reunião com os líderes, eles vão querer saber coisas, vão dar ordens, e serei eu capaz de seguir as ordens, ou eu vou ter o instinto de proteger meu filho e desobedecer os líderes?
Minha cabeça gira tanto que eu já estou tonta e enjoada....

Lugares Sagrados II



Academia Hermética de Magia... alguma coisa tipo Hogwarts, bom... mais ou menos, é uma Universidade, foi lá que eu estudei Direito, e foi lá que começou minha formação dentro da Ordem, existem vários estudantes Adormecidos lá, que simplemente estudam se formam (ou não) e deixam a escola. A maioria dos professores também é a Adormecida. Mas existem os cursos "extra-curriculares" que contam créditos para a nossa formação.
Foi nesse lugar que minha jornada enquanto Maga da Antiga Ordem de Hermes começou, foi lá que edscobri as verdades e mentiras do Mundo, e como a minha Vontade e Palavra podem curvar as realidade. Lá aprendi novas línguas, fórmulas, numerologia, astrologia, quiromancia e várias outras "logias e mancias", aprendi a me auto definir e aprendi meu lugar na Tapeçaria da Realidade.

Lugares Sagrados I



Nossa velha casa no Brooklyn... morei lá desde que nasci até ir prá faculdade. Todas minhas lembranças de família tem essa casa como cenário, sejam elas boas ou ruins. Meu pai vive lá, sozinho até hoje, ele nunca vai se desfazer daquela casa, e na verdade ele queria que um de nós morasse com ele... Mas acho que depois de adultos, e depois termos nossa própria casa, nossa dinâmica de vida, nossa forma de lidar com as coisas do dia-a-dia, fica difícil de voltar à casa paterna. Ainda mais levando a vida que eu levo, tendo a Capela, a Ordem e a Polícia, são responsabilidades que eu assumi. E não posso deixar prá trás, e não posso revelar meus segredos pro meu pai.
E agora, tem o bebê, tem o JJ... Seria muito estranho voltar prá lá.
Meu pai comprou aquela casa quando Gavin tinha dois anos, antes disso eles moravam num apartamento pequeno, também no Brooklyn. Papai fez um balanço no pátio dos fundos, e é claro que nós sempre brigávamos, e sob uma das árvores do pátio muitas vezes eu me sentei para ler meus livros preferidos, Lá nós tínhamos um cachorro, um labrador bem bobão que morreu de velho há alguns anos. Enfim, o maior capítulo da história da minha vida foi escrito naquela casa. Foi lá que minha personalidade foi moldada, lá que eu me tornei a pessoa que eu sou hoje.

sábado, 26 de maio de 2007

Direito e Justiça

"Teu dever é lutar pelo Direito. Mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça." - Eduardo Couture

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Surpresas

Minha cabeça parece girar em todas as direções ao mesmo tempo. Não sei o que me fez entrar na farmácia... os comentários dos meus irmãos, as perguntas do meu pai, as coisas que o JJ do futuro me falou... eu não sei, mas eu entrei lá e comprei o teste. Eu esperava que ele simplesmete me confirmasse o que eu já sabia.
Mas eu estava errada, o que eu sabia, estava errado e o teste deu positivo. É claro que é um erro eu pensei, então resolvi fazer as coisas do meu jeito, um jeito bem mais confiável.
Me sentei no chão do banheiro, tracei os sagrados caracteres enochianos e entoei as palavras, assim eu tomaria uma maior consciência do meu próprio corpo ativando meus conhecimentos e domínio em Ars Vitae, eu me concentrei e comecei o mapeamento... e o resultado do teste estava certo. Eu estou grávida. Bem no comecinho é claro... mas tá ali...
Claro que depois de mim a primeira pessoa a saber foi o JJ. E ele reagiu de uma maneira bem diferente do que eu esperava, achei que ele ia ficar... sei lá... chateado, brabo... contrariado... mas ele tá tão feliz... isso me deixou bem mais tranqüila, mais segura... pelo menos acho que não vou estar sozinha.

Parte 11

Conhecer o JJ do futuro foi uma coisa confusa, estranha e que mexeu muito comigo.


Ele pôde nos ajudar quando perseguimos a Sarah mais uma vez, dessa vez no mundo espiritual. Nós a seguimos, e num determinado ponto o JJ foi tragado de volta para o seu tempo, ficando seu corpo, novamente desacordado. Grey nos guiou a uma Capela Tecnocrata dentro da Teia Digital. Foi lá que descobrimos que Sarah não está sozinha, ela tem um exército de Nephandi com ela. E eles atacaram... alguns tecnocratas morreram, alguns ficaram feridos, Louize, Mestre Won e Oliver também se machucaram. Quando JJ acordou nós pudemos voltar. Dessa vez era o JJ certo, o ... meu JJ.


As coisas que ele falou... não saem da minha cabeça, e eu nunca mais vou olhar esse homem da mesma forma. Eu já sabia que estava me apaixonando, mas ouvir aquelas palavras, ditas tão... tranqüilamente por ele... e eu não consegui dizer o mesmo, e eu não sei porque... não sei se é medo.

No futuro ele toma café e usa armas, no futuro eu não tomo tanto café, no futuro ele se dá bem com meu irmão, conhece meu pai... e no futuro... ele me ama...

E eu acho que ainda não estava preparada para ouvir isso, só de lembrar meu coração pula. Nenhum homem me disse isso, pelo menos não que eu levasse a sério.

As palavras encerram um poder que os Adormecidos ignoram, e boa parte dos Despertos não têm total consciência. Por isso, as vezes eu prefiro ficar calada. Três coisas não têm volta: a oportunidade perdida, a fecha lançada e as palavras proferidas.

Eu quero poder dizer essas palavras, eu quero ter certeza delas, e quando eu tiver, ele vai saber, mesmo que eu não diga as palavras, palavras são compromissos. Mas quando chegar a hora, eu não vou ter medo.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Do Pó às Chamas.

Nec pulvis.
Nec flamma.
Nec tempestas.
Nec timor.
* * *
Não é poeira.
Não é chama.
Não é tempestade.
Nem medo.
* * *
Nossa fortaleza cai em ruínas.
Nossos inimigos ascendem.
Nossos aliados se voltam contra nós.
Fomos conquistados?
Nunca.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Fênix

A torre é maior do que a soma de suas pedras. Mesmo se aquelas pedras se desintegram, o grande projeto permanesce. A torre caída pode ser reconstruída. E será. Pois nosso projeto é seguro, e nosso propósito firme. O tempo está ao nosso lado - tempo, e sabedoria das eras.
* * *



segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mr. Evan Grey



Evan Grey, agente da Tecnocracia, um remédio amargo que nós estamos tendo que engolir para suavizar os sintomas de uma doença maior e corrosiva. Grey gosta de ressaltar que nós somos parecidos. Ele vê semelhanças e discrepâncias onde ele quer. Eles nos observa e faz relatórios, e conhece nossa capela, e com certeza não é merecedor de confiança. Acho que não é pior deles, mas isso não faz dele uma boa companhia.
Escolhi para ele um presente de Natal que achei.... mmmm ... relevante, espero que ele entenda a mensagem implícita. Burro ele não deve ser.
As vezes eu tenho pena, ele não é mais ele, ele é uma parte de um todo. Eu me pergunto onde ficaram escondidos os quereres, os sonhos, os desejos, as opiniões, esse tipo de coisa não pode ser simplesmente eliminada, pode ser reprimida. mas não apagada. Em algum lugar na mente (ou no coração, se este não foi removido cirurgicamente e substituído por uma peça mecânica) estes desejos e sonhos estão guardados e ele deve tentar esquecer.

Parte 10

O aparelho do professor indicou o local onde ela apareceu, e nós fomos lá, mas chegamos tarde, ela já havia matado...

JJ tentou alguma coisa que não deu certo e acabou desacordado, nós o colocamos no carro e fomos até um outro ponto onde ela apareceu, lá nós a encontramos, mas ela, novamente fugiu para o mundo espiritual, mas dessa vez, num impulso eu a segui, foi uma coisa estúpida a se fazer... a Sarah está poderosa demais, ela suga o Vis dos magi até matá-los, ela precisa do Vis para a viagem até Doissetep, e nós não podemos deixar que ela consiga. Infelizmente não é tão simples.

Sem Isaac, sem Vasla, sem JJ... ainda tendo por companhia o Sr. Grey.

Tentei trazer JJ de volta, funcionou anteriomente com o Isaac, mas dessa vez não deu certo, ele precisa de tempo... e nós temos pouco... e eu preciso dele, e ele não está aqui.
Na Capela, eu redigi relatórios, enviei aos meus superiores.
Estive em casa, conversei com meu irmão, voltei para a capela.
A cronologia, de fato é irrelevante, em um dado momento Louize e eu estávamos conversando na cozinha e ouvimos um barulho, JJ tinha acordado, mas ele parecia sofrer de uma amnésia.
Logo compreendemos que não era bem isso, ele estava perdido no tempo, estava em alguma época antes de Despertar, antes da Tecnocracia acabar com a carreira dele, quando ele ainda não acreditava, e quando os sonhos dele eram outros... Ele não lembrava de nós, tentei algumas vezes trazer as lembranças dele à tona, mas a resistência era grande, achei que seria mais fácil enviar uma lembrança minha para dentro da mente dele. Escolhi a cena de quando ficamos juntos pela primeira vez, no apartamento dele, quando ele me contou como as coisas aconteceram. Funcionou, ele lembrou meu nome, mas naquele momento foi só, logo em seguida quando eu toquei na mão dele, foi quando... ele mudou de tempo. De novo.
O JJ que estava no comando tinha vindo de um tempo adiante, do futuro.
*Tão diferente, e ainda assim os mesmos olhos, o mesmo homem... mais próximo. Aquele homem a conhecia melhor, e a olhava de um jeito diferente.*

Melinda O'Malley



Minha mãe era uma mulher bonita e inteligente, era professora de literatura numa escola católica do Brooklyn. As poucas lembramças que eu tenho envolvem livros infantis e histórias muitos sonhos e fantasias. Ela nos chamava prá contar histórias antes do jantar enquanto esperávamos meu pai chegar do trabalho, eu devia ter uns 4 anos... Depois de um tempo, ela parou de fazer isso, ela chegava da escola e bebia, aí então ela ia fazer o jantar, e bebia mais, quando meu pai chegava, eles brigavam, ele tentava manter o tom baixo para que nós ouvíssemos, mas ela normalmente estava descontrolada. Eles trocavam acusações e ameaças. Um dia ele deu um ultimato, ou ela se tratava ou ele ia embora, levando os filhos. Na semana seguinte ela se internou e voltou para nossa casa depois de um mês, completamente sóbria, e por uma semana nós ouvimos histórias antes do jantar novamente. Mas não durou muito tempo, ela começou a se deprimir sem o álcool, então se viciou em antidepressivos. Uma tarde, quando a angústia era tão forte que ela não podia mais agüentar a própria situação, procurou alívio em ambos os vícios.
Eu tinha 6 anos e cheguei da escola, a água da banheira transbordava e já estava quase na escada, quando eu entrei no banheiro, ela parecia dormir tão suavemente... mas eu tentei acordá-la, eu estava com fome... ela não acordou.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Wicked Game

The world was on fire and no one could save me but you.
It's strange what desire will make foolish people do.
I never dreamed that I'd meet somebody like you.
And I never dreamed that I knew somebody like you.
No, I don't want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
No, I don't want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
With you. With you. (This world is only gonna break your heart)
What a wicked game to play, to make me feel this way.
What a wicked thing to do, to let me dream of you.
What a wicked thing to say, you never felt this way.
What a wicked thing to do, to make me dream of you and,
I want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
No, I want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
With you.
The world was on fire and no one could save me but you.
It's strange what desire will make foolish people do.
I never dreamed that I'd love somebody like you.
And I never dreamed that I'd lose somebody like you no,
No, I want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
No, I want to fall in love. (This world is only gonna break your heart)
With you. (This world is only gonna break your heart)
With you. (This world is only gonna break your heart)
No, I... (This world is only gonna break your heart)
(This world is only gonna break your heart)
Nobody loves no one.
* * *
* * *
O mundo estava em chamas em niguém poderia me salvar a não ser você.
É estranho o que o desejo fará pessoas tolas fazerem.
Eu nunca sonhei encontrar alguém como você.
E eu nunca sonhei conhecer alguém como você.
Não, eu não quero me apaixonar. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Não, eu não quero me apaixonar.(Esse mundo só vai partir seu coração)
Por você. Por você. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Que péssimo jogo a se jogar, para me fazer sentir assim.
Que péssima coisa a se fazer, para me deixar sonhar com você.
Que péssima coisa a se dizer, você nunca se sentiu assim.
Que péssima coisa a se fazer, para me fazer sonhar com você e,
Eu quero me apaixonar. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Por você.
O mundo estava em chamas e ninguém poderia me salvar a não ser você.
É estranho o que o desejo fará pessoas tolas fazerem.
Eu nunca sonhei que eu amaria alguém como você.
E eu nunca imaginei que perderia alguém como você, não
Não, eu quero me apaixonar. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Não, eu quero me apaixonar. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Por você. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Por Você. (Esse mundo só vai partir seu coração)
Não, eu.... (Esse mundo só vai partir seu coração)
Ninguém fica sem amar alguém.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mark & Julia Foster

Mark Foster, amigo de infância, e meu primeiro amor. Hoje, é Det. Mark Foster.

O pai dele também era tira, e nossas famílias eram amigas, são até hoje. Quando minha mãe morreu, a Sra. Foster ficou comigo alguns dias até meu pai se organizar. Quando nós éramos adolescentes foi meio natural que a gente se apaixonasse, nós confiávamos muito um no outro e isso facilitava as coisas. Na época da faculdade, acabamos indo prá faculdades diferentes, ele conheceu outras garotas, eu conheci outros caras, e cada um seguiu seu rumo. Até a Academia de Polícia, onde nos encontramos de novo e somos parceiros até hoje. A confiança continua a mesma, talvez mais sólida, pois agora a vida do outro é responsabilidade nossa. A relação entre parceiros na polícia é uma das coisas sagradas prá um policial, se não se pode confiar no tira ao seu lado, as coisa não tem como funcionar.
Mark e Julia se conheceram através de amigos em comum, namoram cerca de uns dois anos antes de casar, meses depois do casamento ela engravidou e ficou insuportavelemte feliz... mas no quinto mês ela perdeu o bebê, e só dois anos depois eles conseguiram ter o Mark Jr. que é meu afilhado e agora está com 1 ano e meio.
A Julia é psicóloga e trabalha com crianças, ela lida com todo o tipo e problemas, crianças agredidas, crianças que perderam os pais. Mas ela é muito sensível e as vezes esses problemas parecem afetá-la mais do que deviam.

Brian O'Malley & Martha O'Shea



Brian é o irmão do meio, com todas as agruras e a paz que o cargo traz. Sempre no meio dos conflitos entre mim e Gavin, e as vezes ofuscado pelo primogênito perfeito e pela caçula rebelde. Mas também raramente lembravam de brigar com ele...

Brian fez faculdade de Administração, e é corretor de imovéis, e está muito bem de vida...

Somos muito amigos, ele é a única pessoa que tem a chave do meu apartamento (que aliás, foi ele que conseguiu por um ótimo preço prá mim), ele tem algumas roupas lá e tudo mais. Não tem quarto, quando ele fica lá, fica no sofá mesmo...

Ele conheceu a Martha por causa do trabalho, ela é engenheira e faz avaliações das contruções que ele vende. Gosto muito dela, ela, é divertida e inteligente, não tem os pudores da Susan, não tem aquela "perfeição" americana da minha outra cunhada.
Mas a verdade é que ela quer casar e quer ter filhos, e meu irmão está enrolando ela já faz tempo...
Na nossa última conversa, ele me falou que ela está pressionando prá casar, ele vai tentar mais uma enrolada... vai chamar ela prá morarem juntos... vamos ver se funciona...
Foi essa conversa com meu irmão que me motivou a conversar com JJ, não sou do tipo que faz pressão, mas não gosto da indefinição, ou é um relacionamento, ou não é.

Gavin & Susan O'Malley


Meu irmão e sua esposa se conheceram na faculdade. Meu irmão é, resumindo, o Sonho Americano. Médico, tem uma bela esposa, é bom marido, acabou de comprar uma casa grande que eles pretendem encher de filhos. Aliás, me surpreende que eles ainda não tenham nenhum...
É o filho preferido do meu pai. Também é o que mais tempo passa com o "Velho". Ele trabalha no NY Hope, ela também, mas como já têm alguns anos de casa eles podem escolher melhor os horários de trabalho, assim, eles podem se organizar melhor para cuidar do nosso pai e dos pais dela. Ela é de uma família irlandesa, e quando eles começaram a namorar, logo se descobriu que o pai e os pais dela se conheciam da Igreja. O casamento foi uma grande festa, acho que uma das poucas vezes que vi meu pai bêbado.
Atualmente, eles fazem questão que as festas sejam na casa nova deles. A casa é grande e tudo mais, mas acho que meu pai preferia que fosse na nossa casa no Brooklyn. De qualquer forma, como quem , de fato, organiza as comemorações é a Susan e a mãe dela, ele não pode reclamar muito.
Com relação a mim, ele é superprotetor, brigou feio comigo quando eu falei que não ia prá faculdade de Direito, e sim para Academia de Polícia... afinal, eu não só sou a caçula, mas também mulher, acho que ele achou que eu era lésbica... deve continuar achando... Ele ainda reclama do meu trabalho, como vou encontrar um bom marido e ter meus filhos sendo uma policial... sem falar que eu posso levar um tiro e deixar as crianças órfãs... coisas assim...
Espero que as coisas funcionem pro meu irmão mais velho, a culpa e a decepção poderiam ser fatais prá ele, ele exige demais de si mesmo e daqueles a sua volta, a pressão pode acabar com o casamento, com as relações de trabalho e gerar ressentimentos. Mas acho que ele sabe disso, e assumes os riscos.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Shane O'Malley



Shane O'Malley, tira aposentado, atualmente orgulhoso proprietário do Fiddler's Green Pub e Restaurante.
Diz a lenda que se um velho marinheiro está cansado de navegar, ele deve andar em terra firme com um remo sobre seu ombro. Quando ele chegar a uma bela vila no meio do campo e o povo lhe perguntar o que ele está carregando... Ele saberá que encontrou Fiddler's Green. O povo lhe dará um lugar ao sol na frente do Village Inn com um copo de cerveja forte que se reeche a cada vez que se bebe a última gota e um cachimbo com tabaco perfumado que nunca termina. E a partir de então, ele não terá mais nada a fazer a não ser apreciar seu copo e seu cachimbo e assistir as donzelas dançando ao som de um violino em Fiddler's Green.
E esta é uma velha cantiga irlandesa "Fiddler's Green" sobre um homem do mar que está morrendo no mar e se despedindo dos companheiros antes do funeral no mar.

"Envolve-me nos óleos e cobertor
Não mais nos arredores das docas eu serei visto,
Simplesmente diga ao meus companheiros de navio,
Que estou saindo em viagem, companheiros,
E verei a todos vocês, um dia, em Fiddler's Green"
* * *
E esse é o meu pai, um dia, cansado das procelas na vida de policial, ele pegou seu remo e pôs sobre o ombro, e caminhou até Fiddler's Green....
Desde a morte da minha mãe, ele ficou mais quieto, mais reservado. Continua indo à missa todo domingo, teve, ao longo dos anos, algumas "amigas". Luta muito, silenciosamente, para manter a família unida, ele nem faz idéia sobre o que eu sou, provavelmente ia ficar muito triste por ter certeza que eu vou pro Inferno...
Outro dia eu tive uma conversa com JJ, e aparentemente, nós estamos namorando. Isso me leva a pensar na reação do meu pai quando eles forem apresentados... não por causa da cor da pele, mas por causa das acusações sobre drogas e também porque ele não é católico irlandês...

terça-feira, 1 de maio de 2007

JJ Johnson



JJ, bani Êxtase, Capela Argos. JJ é um tipo bastante social, faz amigos com facilidade, tem jeito com as pessoas. Ex-atleta, bateu recordes de corrida, mas sua carreira foi interrompida por alegações de dopping. Tem uma avó viva, nasceu e cresceu no Harlem. JJ é bom em Ars Temporis, não é muito afeito aos combates, mas até onde eu vi, não foge da raia. Não bebe muito, e não usa drogas "sintéticas", Segundo ele, as acusações que sofreu de uso de drogas foram armadas pela Tecnocracia. Eu acredito nele.
Talvez ele, entre todos meus companheiros de Capela, seja aquele que eu conheço melhor.
Eu estava sozinha, mesmo no meio dos outros, mesmo tendo uma família unida, mesmo sendo parte da Ordem, eu me sentia sozinha. Até que ele entrou na minha vida. Não como um amigo, ou um parceiro, companheiro de Capela, mas... alguma coisa mais. Namorado é uma palavra que, na verdade, não define nada, mas acho que a gente não precisaria estar namorando (ou só dormindo juntos) para que as mudanças em mim acontecessem. Eu gosto da pessoa que eu suo quando estou perto dele, mais alegre e mais leve. Não perdi minha objetividade, muito menos minha personalidade, mas também me permito relaxar às vezes.
Temos diferenças de estilos de vida, de viãoes de mundo e de opiniões. Mas enquanto houver respeito, acho que vamos estar bem, enquanto um não tentar mudar o outro as coisas vão funcionar.
No começo... tinha tudo para ser só uma transa... mas ele me mostrou o homem, a pessoa que ele é e, sinceramente, foi uma surpresa... O que eu vi foi... melhor do que eu podia esperar... ele parecia tão... festeiro... meio superficial... aí ele me fala das crianças que ele ajuda, da avó... do passado, e tem coisas pequenas que ele diz que me fazem sentir... não sei... importante... prá ele.

Michael



Michael, bani Akasha, Capela desconhecida. Basicamente... namorado da Louise, se é que chega a tanto. Ex-militar, parece um cara legal, tem aprendizes, por isso deduzo que deve ser um Magus bem graduado. Nos ajuda sempre que pedimos.

Vasla



Vasla, bani Sonhos, Capela Argos. Vasla faz o estilo hippie-chic, a família dela tem dinheiro, ela não trabalha, mas é uma garota legal. Já demonstrou conhecimentos bem úteis em Ars Manes, ela que nos transportou para o outro lado quando precisamos, ela reforçou as defesas nessa arte na Capela, e também possui contatos importantes e úteis. Acho que era bastante ligado ao Dorian, bani Virtualidade que foi morto pelos tecnocratas que o capturaram. Não sei a natureza dessa relação mas ela parecia bem envolvida na investigação, na época eu atribuí isso à afeição que ela dedicava a ele.

Prof. Matthew Oliver



Prof. Matthew Oliver, bani Etér. Ele dá aulas em uma das universidades locais, acho que de Psicologia. Ele começou sua carreira mágika sendo recrutado pela Ordem, mas não se encaixou em nenhuma das casas, e Despertou inesperadamente, fazendo dele inadequado para Ordem de Hermes. Ele já mostrou alto conhecimento em Ars Vis.
A verdade é que ele é medroso, desconfiado e nunca está disposto a fazer os sacrifícios que nossa "carreira" exige. Também é dificil convencer ele a ajudar a manter a Capela limpa.... acho que ele pensa que é um hotel ou coisa assim, não sabe conviver com os outros harmonicamente.
Mas costuma ter algumas idéias brilhantes. Infelizmente nós não temos a escolha de ser simplesmente "linha de frente" ou "inteligência militar". Temos que ser multifunção.

Louise



Louise, bani Akasha. Louise é psiquiatra, por isso acredito que também domine Ars Mentis, aliás, é de se esperar dos Akasha. Louise tem uma mãe e um irmão italianos, e um pai e um outro irmão japonês, nasceu na Itália e foi criada pelo pai, no Japão. Ela trabalha num manicômio judicial, não sei o motivo dessa escolha, tenho que perguntar...
Pelo que pude ver, a mãe dela é bem liberal, o que deixa a Louise, meio envergonhada de vez em quando, já o irmão mais novo é muito engraçado e assanhadinho...
De qualquer forma, acho que a mistura "oriente/ocidente" faz da Louise uma pessoa complexa, ela é inteligente, bonita, tem grana, tem um bom emprego, e ainda assim é muito insegura. Talvez ela se encaixasse melhor em outra Tradição. Não sei. Realmente não sei.
Mas é confiável, não tira o corpo fora que as coisas esquentam, e isso é muito importante, principalmente no momento delicado em que nos encontramos.

Mestre Won



Mestre Won, bani Akasha. Mestre Won chegou da China para a grande reunião com os líderes das Tradições, infelizmente, ou felizmente, nós perdemos essa reunão, que foi atacada por Sarah e eu comparsa e terminou com seis líderes mortos.
No começo eu achei que ele simplesmente não falava inglês, mas como passamos uma tarde em cmpanhia um do outro, conversamos um pouco, ele é mudo, mas se faz entender, e escuta bem. Acredito que ele possuí um bom domínio sobre Ars Mentis, ele sempre compreende o que queremos dizer, e sem nos faz faz entender sua mensagem, de uma maneira ou de outra.
Além disso, sempre mantém a calma e serenidade, e é simplesmente incrível em combate, tê-lo no grupo conosco passa segurança a todos nós. Existem situações que não podem ser evitadas, mas ele parece estar preparado prá qualquer coisa. Ah... a comida dele é boa... e ele ajuda a manter a Capela limpa.

Isaac





Isaac, bani Euthanatos, Capela Argos. Não sei o sobrenome, na verade sei muito pouco sobre ele, só posso teorizar.

Sei que não gosta do seu "trabalho", mas faz, simplesmente porque precisa ser feito. Acredito que sofreu alguma perda dolorosa, provavelmente ligada á família, talvez esposa e filhos tenham sido assassinados, ou mortos em algum acidente.

Nos meus primeiros dias na Capela Argos, me senti fortemente atraída por ele, não sei explicar o porquê, acho que me identifiquei com ele, também faço meu trabalho quando precisa ser feito, também sofri perdas, e também me acreditava sozinha.

A Tradição Euthanatos não facilita as coisa ao meu ver, imagino-os como soldados de elite treinados, mas não exatamente preparados. Acho que os Euthanatos aceitam seu fardo, alguns com prazer, outros com pesar, mas nada os prepara para o que eles realmente enfrentam, eles precisam aprender errando, na prática, se machucando. É triste. Isaac... é triste.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Parte 9

*Ela acorda ao lado de JJ, sente-se confortável nos braços dele, não sente muita vontade de pensar nas coisas que aconteceram, queria só dormir mais... mas também estava com fome...*
Depois daquela maratona nós conseguimos dormir, acordei lá pelas 7 pm, e resolvi fazer uma janta. O Prof. Oliver tá sempre com fome... e nunca lava a louça dele....
Mas isso é o de menos...
Essa noite Isaac recebeu um telefonema de uma tal Ana, em seguida me pediu prá avisar aos outros que ele vai ter que se ausentar por um tempo. JJ disse que essa Ana já ligou outras vezes e isso nunca deixa o Isaac de bom humor, parece que tem alguma coisa a ver com a Tradição de dele. Mais tarde, na hora da janta, Vasla nos avisou que também vai ter que ir embora a serviço de sua Tradição. Eu sei que não tem como dizer que não quando a Tradição chama, mas o momento não podia ser pior... Sarah está por aí... a Tecnocracia está na nossa cola. E prá completar nós discutimos entre nós.
Quando estávamos conversando sobre quem ia assumir a liderança na ausência do Isaac e da Ellen, a Louise foi apontada como escolha natural já que ela é a mais antiga na Capela, mas ela se mostrou incerta, e quando nós falamos que se ela não se sentia preparada ninguém iria forçá-la.. Bom... ela nos acusou de confiar nela... quem não confiava nela era ela mesma... difícil de entender...
De qualquer forma, fui designada prá conversar com o Sr. White. Eu preparei a sala principal reforçando as defesas nas artes que eu domino e pedindo que os outros ajudassem nas que eu não conheço, também pedi a documentação existente sobre a Capela Argos, tudo que a Ordem tivesse disponível, conhecimento não ocupa espaço. A conversa, obviamente, não foi das mais agradáveis, e como resultado temos um "visitante" conosco, um deles, trabalhando coma gente. Acho que tem um surto de piolhos na Tecnocracia, todos eles são carecas.
* * *
Michael comentou alguma coisa com a Louise sobre alguns corpos que foram encontrados, na hora não liguei uma coisa à outra, e achei que a gente podia simplesmente deixar que os outros cuidassem de alguns problemas, prá variar um pouco... Mas depois descobrimos que é a Sarah quem está por trás disso, ela drena a Quintêssencia dos Magi até matá-los. Prof. Oliver construiu um aparelhinho que consegue localizá-la, mas só quando ela está nesse plano, decidimos esperar...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Reflexões

"Ela esta cansada, os últimos dias foram de muita agitação e adrenalina, e pouco sono. Talvez pelo cansaço excessivo ela não consiga dormir em seguida."
Eu não sei quantas horas eu dormi nos últimos dias, mas foram poucas. As coisas que aconteceram foram desencadeando outras até que se tornou uma bola de neve arrastando todos nós e se nada for feito a avalanche é iminente. Na verdade... acho que já estamos bem no meio de um furação, bem no hipocentro, bem no nosso próprio Marco Zero.
JJ disse que eu entro em "modo automático", ele não quis explicar o que ele quis dizer com isso. Mas tem momentos que eu preciso me focar e tentar ser prática, existem coisas que precisam ser feitas, decisões e iniciativas que precisam ser tomadas e eu preciso desse foco de vez em quando.
Sobre JJ... não sei o que pensar, pq não sei o que sentir, não que a gente escolha o que sentir... mas... Nós somos tão diferentes... Não só em termos de Tradição e Paradigma. Acho que se fosse acontecer um relacionamento, nós íamos querer coisas diferentes. Eu não ia querer mudar ele, eu não ia mudar tb. Na verdade, pensando, eu me sinto até culpada de pensar em coisas românticas nesse momento. Mas a verdade é que eu gosto da pessoa que eu sou quando eu estou com ele. Ele me faz bem, me faz alegre, e pensar nisso me assusta por que não é meu hábito. Me traz medos, medo de ser rejeitada, medo de sofrer, medo de me apaixonar.
Preciso descobrir se vale a pena. Preciso saber até onde ele também quer descobrir. Mas não agora. Agora estamos no olho do furação, e depois se sobrevivermos, vai haver muita sujeira prá limpar, e aí então vou poder pensar nisso.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Fiddler's Green Pub















Das Memórias de Amanda

Quinze anos ... uma idade complicada para qualquer garota, quase mulher, quase criança. Desde os seis anos Amanda fora criada pelo pai, com a ajuda dos dois irmãos mais velhos, mas eles não podiam entender, eram homens.
Sentia seu corpo mudar, tão rápido que a cabeça tinha dificuldade de acompanhar, não falava disso com o pai nem os irmãos, eles não entenderiam, nem poderiam... Ela não tinha amigas, era diferente das outras garotas da sua idade, tinha tido uma criação diferente, tinha valores diferentes. Era “esquisita”, não tinha namorado, não que não quisesse ou que os garotos não se interessassem por ela, mas os irmãos sabiam ser bem intimidadores quando queriam. E o pai era policial... isso não ajudava.
Tinha um amigo, Mark Foster, as famílias eram amigas desde sempre, as “crianças” freqüentavam a mesma escola, todos iam à mesma igreja, os filhos se tornaram amigos, os pais idem. Quando a mãe de Amanda morreu a Sra. Foster cuidou da menina, se apegou a ela, como a filha que ela não teve. Amanda sentia um grande carinho pela Sra. Foster.
Amanda e Mark conversavam sobre tudo, tudo mesmo, inclusive coisas bem íntimas. Coisas que não conversavam com mais ninguém. Amanda contou todos os detalhes que lembrava sobre a morte da mãe, contou o que sentiu vendo todo aquele sangue, a raiva que sentia da mãe por tê-la deixado.
Mas também falavam das coisas estranhas que sentiam... dos novos desejos, da mudança em seus corpos, não eram mais crianças. Entre adolescentes, esse é um assunto popular. Eles se sentiam a vontade de conversar sobre isso. Com tempo foram se sentindo a vontade para...explorar possibilidades.
A forma como as coisas aconteceram não foi planejada, mais tarde eles diriam que simplesmente aconteceu, naturalmente. Eles estavam na casa dos Foster, Mark, sendo dois anos mais velho estava ajudando a amiga num trabalho da escola. A Sra. Foster havia saído para um chá como grupo de senhoras da Igreja, nessas reuniões elas tomavam chá e tricotavam agasalhos para as famílias carentes. Amanda e Mark estavam sozinhos. Logo o trabalho da escola ficou em segundo plano quando eles começaram a falar do assunto favorito daquele momento, o sexo oposto.
-Sabe a Judy, aquela do 3º ano?
-Sei – responde Amanda, deitada de bruços na cama de Mark, o livro de História aberto na sua frente já foi esquecido.
-Pois é... eu penso nela...tipo... no banho sabe... quando...
-Ai sei sei me poupa dos detalhes...
-Mmm eu não posso evitar... já visse ela no uniforme de líder de torcida?
-Já, ela não faz meu tipo. – Mark ri.
-Imaginei que não... acha que ela ia deixar eu .. tocar nela... sabe... –nesse momento ele faz um gesto tentando imitar os seios de Judy Garret. Amanda não consegue conter uma risada.
-Claro que não! Ela não ia te deixar nem ver! Ela só sai com caras da faculdade, você é uma criança pra ela!
-Se eu sou criança você ainda usa fraldas – Ele diz, com as faces vermelhas pela reação da amiga.
-Pode ser, mas aposto que têm caras querendo me ver e me tocar.

E pela primeira vez ele percebe, de fato, que está conversando com uma garota. É um pensamento perturbador, pois quando ele a olha assim, ele entende que queriam vê-la e tocá-la. Amanda tinha um belo rosto e seu corpo já não era mais de menina Ele mesmo sentiu vontade de tocá-la... e seu corpo reagiu a este impulso...
-Tá tudo bem Mark?
-Tá... é que... às vezes eu esqueço...agora vai ficar difícil de esquecer...
-Esquecer o que?
-Que você é... uma delas.
-Uma delas? Uma garota?
-É.
-Bom, acho que isso era meio óbvio né?
-É... nem tanto, eu acho... você é bem bonita...
-E...?
-E... eu acho que eu fiquei com vontade de te ver e te tocar.

Amanda sente seu rosto pegar fogo, imagina que deve estar parecendo um tomate nesse momento. Como se a consciência do que ele dizia estivesse acertando sua mandíbula como um soco, ela se sentiu tonta.
Ele se aproxima.
-Você ia deixar?

A cabeça gira e tem um zumbido nos ouvidos, ela faz que sim com a cabeça, sem pensar muito, na verdade, a mente já não está mais no comando da situação...

terça-feira, 6 de março de 2007

No-Doz

No-Doz (Qualquer •)
Essa rotina é projetada para qualquer aluno que passa noites em claro. Quando um Iniciado fica quase cansado demais para se manter acordado, ele "abre" seus sentidos. Ele se torna hiper alerta a respeito do que acontece em seu redor e isso o traz de volta aos seus estudos ou atividades.
(A rotina pode ser feita com o primeiro nível de qualquer esfera. A idéia é que a ampliação dos sentidos vai renovar o aluno e dar a ele algo em que focar-se além do cansaço.)

segunda-feira, 5 de março de 2007

Prelúdio

Amanda nasceu e foi criada no Brooklyn, seu pai era policial, sua mãe professora. Os O'Malley já tinham dois filhos quando Amanda nasceu. A mãe morreu quando Amanda tinha seis anos. A a menina a encontrou na banheira , a princípio, achou que a mãe dormia...

A mãe alcóolatra havia deixado de trabalhar havia alguns anos, o alcoolismo levou à depressão, e a depressão ao suícido.

O pai (Shane) e o irmão mais velho (Gavin), sempre foram superprotetores, o irmão do meio, Brian, sempre foi o mais próximo, e Mark Foster, um garoto da vizinhança, mais tarde veio a ser seu parceiro na Academia e na Polícia.

Eles cresceram, Gavin se tornou médico, Brian agente imobiliário, o pai se aposentou e abriu um pub e restaurante.

A decisão de entrar na polícia foi bastante natural, ela sempre soube o que queria. Gavin quase infartou.... o pai protestou e argumentou mas sentia-se secretamente orgulhoso, e Brian, como sempre, apoiou a irmã caçula.

Depois de dois anos de trabalho burocrático, cinco anos nas ruas, Amanda já se sentia pronta prá ser detetive, prestou os devidos exames, mas a promoção deixou um gosto amargo na boca.

No dia 11 de setembro de 2001, as explosões que derrubaram as Torres do World Trade Center mataram 23 policiais, detetives, oficiais, sargentos... para "repor" as baixas, Amanda, Foster e alguns outros foram promovidos.

Na vida pessoal, Amanda sempre foi fechada, teve poucos relacionamentos. Uns dois ou três namorados, quando as coisas começavam a se tornar mais sérias, ela dava um jeito de "sabotar" a relação.

Recrutada pela Ordem quando tinha 18 anos, assim que entrou na Academia, seu Pater foi o instrutor de Leis, assim que pôs os olhos nela, ele soube que ela era a Aprendiz que ele procurava. Amanda estudou a Magia com afinco, subindo os degraus depressa, e Despertou aos 22 anos.

Parte 8

*Raiva, ódio, Amanda se conforta em não ser uma Cultista, estes abraçam e vivem suas paixões, ela não pode se dar esse luxo, precisa se controlar. O grupo chega ao hotel, por uma entrada alternativa, sem passar pela recepção, entrando por uma espécie de jardim*

Louize sentiu-se mal, acho que tentou fazer alguma coisa que não deu muito certo, como quando eu passei mal no carro. Vasla e eu entramos, logo Mestre Won entrou tb. Elas não estavam lá, Vasla concluiu que elas haviam escapado pr'Outro Lado, e nós fomos atrás, a passagem foi dolorida, tem estado bem mais difícil desde o atentado. Vasla ficou bem machucada e o Isaac ficou cuidando dela. Eu, Louize, o Professor e Mestre Won fomos buscá-las.
Eu e Louize lutamos com a mais jovem, foi difícil de achá-la, foi difícil acertá-la, nós duas saímos machucadas, mas no final, a mulher embuçada estava morta. Havia também um homem, ele foi meu próximos alvo. Surpreendentemente a mulher mais velha agora tinha seis braços, e Mestre Won batia nela usando, pasmem, o Prof. Oliver como arma. No final conseguimos aprisionar a mulher e a levamos prá Capela.
Chegando lá nós a interrogamos, minha vontade era de matar aquela vadia ali mesmo...

*Amanda vai ver como JJ está*

Depois de muita negociação a vadia nos deu um nome, o pessoal mais antigo pareceu bem surpreso. Sarah alguma coisa, uma Corista, segundo JJ, uma freira. E lá fomos nós, quase sem dormir, mas também, nós temos pouco tempo...

A Capela dos Coristas foi onde o ataque e a assassinato dos Líderes se deu, Isaac comentou que fazia um certo sentido, a freira deve ter dado livre acesso pro assassino. Isaac conhece a vagabunda, ela cuidou dele por um tempo. Quando chegamos lá, o Padre nos levou até ela, e é claro, ela resistiu, mas não vi bem como foi, a Louize e o Oliver ficaram lá, eu saí com o Isaac e Mestre Won por que alguma coisa estava muito errada com o Isaac...
Ele estava... se perdendo... ou nós estávamos perdendo ele... Entrei de novo na mente dele a fim de "estabelecer contato", pq senti que a mente dele...se esvaziava... Eu chamei por ele, pedi que ele voltasse... e uma coisa... um verme eu acho começou a sair de dentro dele... pela boca dele... saiu todinho, e se nós atacássemos ele ficava maior ainda. Os próprios Coristas baniram a mulher e a ... "coisa". Voltamos prá nossa Capela, a mulher fugiu, mas ela foi marcada e é mais fácil rastrea-la agora, e sabemos o que procuramos.

*O grupo de Magi volta para a Capela, cansados e debilitados, mas sabendo de seus propósitos, sabendo qual é o próximo passo*

Quando voltamos, Isaac ainda nos chamou para decidirmos o que fazer com aquela vaca, fizemos ela assinar um acordo mágico, ela não pode agir contra nenhum de nós nem aqueles ligados a nós, em troca... bom ela ficou viva, livre e entregamos as armas dela de volta.

*Ela sobe para descansar, mas ela não vai para seu quarto, é para o quarto de JJ que ela se dirige, e lá ela vai descansar...*

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Parte 7

Visitei meu pai, conversei bastante com ele, com outros velhos policiais do Brooklyn, é sempre bom conversar com eles, a experiência que eles acumularam sempre lança alguma luz sobre a minha realidade no serviço. Jantei com Foster e Jane, prometi que iria, precisava ver meu afilhado, que por sinal, está uma gracinha, crescendo saudável e inteligente. Me pergunto se um dia vou ter meus próprios filhos...
A noite fui encontrar os outros na Capela, muito havia a ser conversado. Mas o fato é que nossa conversa foi interrompida por um Sr. White, um dos tecnocratas, na verdade, estranho... mas eu... lembrava dele..
"Lembrava-se dele em um nightclub, território neutro, lembrava das barreiras na mente dele. Lembrava que ele deveria estar usando um terno branco*

Ele queria as informações q obtivemos, sobre o atentado, como resultado, conseguimos 3 dias prá resolver as coisas do nosso jeito. Três dias, e se falharmos, uma guerra... não é muito tempo, tempo suficiente. Eu espero.
"A luta dá sentido à vida, a vitória ou a derrota estão nas mãos dos deuses. Festejemos a luta" Um antigo canto de guerra suaile, parece adequado agora. A vida é feita de batalhas diárias. Não existe a certeza da vitória, somente a certeza da batalha.

Nosso primeiro passo foi procurar uma mulher que a Vasla conheceu, amiga da mãe dela, não entendi bem o porque, mas fomos eu, ela e a Louize, os rapazes (JJ, Oliver, Mestre Won e Isaac) ficaram esperando, caso fosse necessário intervir.
Louize mostrou a gravação prá mulher, eu sentia que a mente dela não estava ali... "Ela" não estava ali. Ars Conligationis .

"Amanda levanta-se enquanto as outras mulheres conversam, ela caminha por entre os véus, ela procura a mulher, precisa saber a verdade. É quando subitamente sente a lâmina na garganta, outra mulher, mais jovem, olhos bem pintados, rosto coberto. Ela faz ameaças, e não dá respostas."

Quando saímos, elas mostraram um nome e endereço que conseguiram com a mulher mais velha. Contei a cena com a outra mulher. Fomos para o endereço no Bronx, uma casa velha e escura. E nojenta. Marcas de sangue por toda parte, e na cozinha, encontramos corações humanos na geladeira. Doentio.

"De repente, JJ voa contra a parede, eles não vêem o que o atingiu. Amanda corre prá socorrê-lo, Isaac, Louize e Mestre Won correm atrás do agressor. Ars Animae... Amanda odeia si mesma brevemente por não ter conhecimentos mais aprofundados nesta Arte. Ela pode apenas avaliar o dano, e não é pouco... Ele precisa de cuidados*

Eu não podia fazer muito por JJ, ele estava desacordado, com ossos quebrados, se Louize não pudesse consertar isso, nós íamos precisar de um paramédico. E rápido.

"Isaac grita pedindo reforços lá em cima, Amanda corre, assim ela já pede que Louize desça prá cuidar de JJ."

Vampiros. Acho q mais de uma dezena deles. Nós lutamos, Louize desceu pé ver JJ. Lutamos até que um deles interrompeu a luta e conversou conosco. Disse que nunca havia tido nenhuma Mary por ali, e eles ocupavam aquele lugar já fazia algum tempo. Aquela mulher havia mentido prá nós.

"Ela sentiu um alívio ao ver JJ melhor, ele não estava 100%, mas estava acordado. E até de bom humor. Agora ele precisava descansar."

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Moda

Vestido usado no jantar na casa da Louize

Parte 6

"Amanda tem seu sono interrompido por uma mensagem no celular, era Louize convidando para um jantar em seu apartamento, a Hermética responde que vai e volta a dormir, depois de algumas horas levanta-se e contempla seu quarto na Capela, fica feliz pela confiança depositada nela. Encontra Mestre Won na cozinha quando vai tomar um café, oferece carona para o jantar, ele não sabia de nada... claro... por que um homem mudo teria um celular ou atenderia o telefone?
Antes do jantar Amanda passa em casa para se arrumar, pensou em simplesmente colocar um jeans e uma camisa limpos, mas acaba por decidir se arrumar... não usa um vestido desde o casamento do irmão, ela teve que usar um vestido já entrou com ele na igreja...
Vestido, maquiagem, está pronta, até mesmo Mestre Won se arrumou, um terno de um dos irmão de Amanda.
Esperava encontrar Isaac. O jantar transcorre agradavelmente, a comida é boa a conversa também, até mesmo as investidas do irmão mais novo de Louize são divertidas. Isaac está lá, distante e triste. Amanda o observa... e nesse momento ela entende. Vê nos olhos dele a a tristeza, a dor da perda, dor que ela conhece tão bem e que sente agora. Sente a perda de algo que não teve, a perda de uma idéia, de uma idealização que, agora, ela percebe, mesmo que não admita nunca correspondeira a realidade. Nunca daria certo, talvez eles sejam parecidos demais em alguns pontos, e diferentes demais em outros. Mas ainda assim, dói.
Amanda afasta-se do grupo, caminha para a janela, a vista é bonita, ela olha a ausência das Torres, costuva achá-las feias, agora a falta delas dói como uma ferida aberta e infeccionada. É nesse momento que JJ se aproxima."
Não estávamos sozinhos ali, e a conversa não era maliciosa nem romântica, mas no momento que ele falou perto do meu ouvido... Nossa... eu senti um arrepio.
" O grupo sai, JJ os leva ao Harlem, para um night club, consegue mesas e bebidas. E o jogo começa. Olhares, provocações, toques, álcool, e finalmente... dança.
Ela gosta do jeito que ele a toca, gosto dos olhos dele nos dela, o braço forte e firme ao redor de sua cintura, de como ele a puxa prá perto do seu corpo, dos movimentos tão sensuais da dança, da doce troca de sedutoras bravatas. Não se importava em não estar em 'seu território', não se sentia insegura, ao contrário. Não se sentia nem presa nem caçadora. Sentia-se livre."
Da forma como as coisas se desenrolaram, bom, a noite não poderia ter terminado de maneira diferente e a discrição me impede de mencionar detalhes, mas foi a conversa na manhã seguinte que realmente me deixou balançada. JJ é atraente, simpático, bonito, definitivamente sedutor, e o sexo foi... bom... fantástico. Mas eu não sou nenhuma adolescente prá cair de amores assim. Na manhã seguinte eu conheci o homem, bom, 'conhecer' é uma palavra meio ampla, mas vi coisas que eu não tinha visto antes. E tive medo. Já tenho medo pelo meu pai, irmãos, meu parceiro e a família dele. Agora existe a possibilidade de ter medo por mais alguém. Eu não tava procurando por isso. Mas também não vou fugir. Acho que foi a consciência disso que me fez pensar em coisas mais práticas, o que ele chamou de "modo automático". Magos da Ordem tendem a ter um pensamento prático... por mais que as coisas estivessem muito agradáveis ali, eu precisava ver meu pai, e jantar com meu parceiro e a família dele. Marcamos de nos encontrarmos na Capela as 11 pm.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Parte 5

6 Líderes mortos, esse foi o saldo da reunião das Tradições... Entre eles o Primus que eu conheci no outro dia. Ordem de Hermes, Coro Celestial, Euthanatos, Irmandade de Akasha, Verbena e Culto do Êxtase...
JJ conseguiu taxis prá nós, no taxi eu me senti muito mal... a Louize acha que foi por causa do café, ela acha que eu tomo café demais, mas eu sei que não foi. Tudo tem um preço, e nós pagamos o preço por moldar a Realidade segundo a nossa vontade. Quando chegamos na Capela, Mestre Won fez um chá prá mim, ajudou bastante, depois tomei um bom banho e coloquei roupas limpas, a saída do prédio dos Tecnocratas foi pelo esgoto, não é uma lembrança agradável. Antes disso conseguimos abrir a caixa e o que tinha ali dentro era tipo um mp3 player... mas não tocava nada...
Quando saí do banho eles tinham descoberto como decodificar uma mensagem que Dorian havia mandado pro celular da Louize pouco antes de morrer.
A mensagem fez meu sangue ferver. Não foram os Tecnocratas os responsáveis pelos ataques... foi alguém de dentro das Tradições... infiltrado entre nós, provavelmente alguém que nós conhecemos, provavelmente alguém em quem nós confiamos. Um homem e uma mulher, ele provavelmente o Desaurido que matou os mestres, e ela uma traidora entre nós.

"Amanda sentia vontade de explodir coisas, mas na verdade sentia também que a própria cabeça estava prestes a explodir. Precisava descansar, o corpo tem seus limites... precisava dormir. Todos se retiraram, mas ela não pôde, a cabeça ainda estava alerta. Vagando pela Capela silenciosa acabou por encontrar uma espécie de academia... precisava cansar mais o corpo, assim ele sobreporia a cabeça, precisava também cansar a mente, por isso deixou os pensamentos fluirem, gastarem. Amanhece. Café.
' Estava na cozinha quando Isaac levantou, não pôde deixar de se sobresaaltar quando ele entrou, não havia sentido que alguém estava próximo. "Precisas dormir" "Eu sei" foi a resposta. Ele indica um quarto que ela pode ocupar na Capela, entrega chaves, dá instruções, ela escuta, na verdade, ela sempre escuta o que ele diz. E se pergunta por que se sente atraída por ele.... Quando ele se vai ela se deita, e finalmente fecha os olhos. E dorme."

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Parte 4

"Amanda visita a outra Quaesitori no hospital, ela ainda está desacordada, mas vai viver, outros irmãos estão cuidando da segurança. Amanda não pode se preocupar com isso agora, outras coisas exigem sua atenção. O Adepto morto fez contato através de Vasla e deixou bem claro que a caixa precisa ser recuperada antes que os Tecnocratas consigam abri-la. A mente da Hermética tenta pensar em soluções práticas.
Ela entrou na mente do agente, relutantemente ele mostrou o prédio, e ela pôde identificar o endereço. Naquela noite quando saiu da Capela ela passou de carro pela frente do imponente prédio. Nada é impossível, foi primeiro pensamento, possivelmente o prédio discordaria..."
Consegui a planta baixa do prédio, não foi exatamente simples, o prédio é muito grande, aparentemente eles gostam de ostentação... de qualquer forma a planta foi incrivelmente útil, conseguimos achar um computador e imprimimos, Isaac pediu tempo prá trabalhar e marcamos de nos encontrar as 7pm na Capela. O problema foi que quando chegamos lá... não tinha ninguém, eu esperei, em seguida o Oliver chegou, e ficamos esperando, Isaac não atendia o celular... só pudemos entrar quando JJ chegou, ele tem a chave.
Isaac estava desacordado na sala principal... os mapas disposos no chão, cheios de marcas, horários... Ele estava vivo, respirava, tentei massagear seu pulso, não funcionou então entrei na mente dele e chamei ele de volta. E ele voltou.
Isaac não estava em condições de invadir o constructo conosco, JJ acompanhou-o até o quarto, Isaac havia contactado um outro Euthanatos que nos acompanharia. Ainda essa noite havia a reunião com os líderes.
Exatamente as 8 pm nós esperamos um funcionário abrir a porta lateral... a precisão com que Isaac prevera os eventos era impressionante, e possivelmente foi o que o deixou semi morto naquela sala. Houve contratempos, mas foram contornados, houve baixas, não do nosso lado felizmente. Recuperamos a caixa, saímos, e eu precisava de café.
Liguei pro Isaac, minha idéia era contar do nosso sucesso... mas ele tinha outras notícias.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Parte 3

"Amanda acorda... nunca dorme muito, e raramente dorme bem. Café, banho, carro, trabalho, café. Preto sem açucar.
Lá encontra seu amigo e parceiro de anos, Mark Foster, ela sabe dos rumores sobre o suposto affair deles, não se importa com isso, simplesmente não é verdade. O primeiro caso do dia, agressão, possível tentativa de homicídio, ninguém menos que a assitente da Promotoria, Hellen, uma Hermética, uma Quaesitor... isso torna tudo ...pessoal. Foster não entende, nem ela pode, realmente, explicar. Mas ele não pergunta, só se preocupa, como um irmão mais velho faria.
A segunda mente não descansa, nem o café faz ela calar a boca, reunião, caixa, Hellen, agentes, Isaac. Amanda conhece as armadilhas da segunda mente, sabe dominá-la, mas hoje... nesse exato momento a raiva não permite que ela perca tempo com rituais, mesmo os mais simples..."

Parte 2

"Ela toma mais um gole de café antes de continuar"

Desde o atentado de 11 de setembro as coisas não são mais as mesmas, vários magos têm sumido, esse é o tema da grande reunião daqui a dois dias, com todas as Tradições. Na nossa pequena reunião intern, meu superior me designou para uma das Capelas, para auxiliar numa das investigações, um rapaz chamado Dorian, um Adepto da Virtualidade esava desaparecido. Seqüestrado pela Tecnocracia. Me uni aos outros, uma Irmã de Akasha, Louize, psiquiatra, um Cultista chamado JJ, Vasla, que acredito ser uma Oradora dos Sonhos, Prof. Oliver um Eterita.
Conheci ainda um Euthanatos, Isaac... tenho sentimentos, não... sentimentos não... sensações, conflitantes com relação a ele... ainda não consigo definir.
Decidimos armar uma emboscada, e capturar um dos "agentes", nós forjamos uma prisão de Dorian, nesse ponto já sabíamos que ele estava morto, Vasla teve certeza, Louize forjou a internação e nós só precisamos esperar um pouquinho... logo um dos agentes e um dos robôs chegaram. Dominar o agente foi fácil, já o robô foi mais difícil, ele chegou a atingir o Isaac.
Isaac e eu desovamos o robô enquanto os outros levaram o agente prá Capela.
Chegamos na Capela, Isaac e eu, o agente estava ainda desacordado, depois de ter certeza que ele estava bem algemado na cadeira, podemos acordá-lo e iniciar o interrogatório. Ele não pôde resistir muito. Conseguimos as respostas. Depois disso ele não era mais útil. Os outros saíram da sala, apenas Isaac e eu ficamos lá...
Eu sabia o que ia acontecer, e eu aceitei. Talvez por vingança... por tantas e tantas mortes... por tantos e tantos irmãos... tantos iguais, talvez a morte do agente fosse um consolo, talvez um alívio... talvez não. Há outros, sempre há outros.

"Amanda pára de escrever, sente-se cansada. E sabe que mentiu em seu relato, ela sabe, sim, definir suas sensações pelo Euthanatos. Ela sabe que concordou com a morte do agente por ódio, simples, puro e talvez até justificado ódio. Um ódio frio, de alguém que está acostumada ao ódio nas ruas, à violência, à morte, à dor ... e às perdas...
Sabe que se sente atraída por aquele homem quieto distante e frio, provalvemente por que ele não inspire 'envolvimento'... por que ele, provavelmente, não ia querer nada com ela... por que... ela se vê nele. Distância. Frieza. Dor. E força."

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Parte 1

“Amanda chega em casa, a noite tinha sido longa... O apartamento continua igual, nem grande nem pequeno, o tamanho certo. A televisão não é ligada há meses, a geladeira está vazia e a cozinha cheira a café.O corpo está cansado, mas a mente trabalha sem cessar, a Hermética pensa nas coisas que aconteceram esta noite, nas pessoas que conheceu, e no homem que ajudou a matar. Será que ele tinha família... esposa, filhos... será que eles têm família?Não podia pensar nessas coisas, elas poderiam levar à culpa, e culpa era um luxo que não poderia ter...
‘Lentamente ela tira o casaco, tira o coldre e coloca sobre a estante, desabotoa a camisa, pensa que é um pouco irônico que não esteja suja de sangue, a camisa estava limpa mas ainda assim foi direto pra máquina de lavar... ela termina de despir-se, liga o chuveiro e toma um banho, como que um ritual, um ritual de limpeza e purificação.. água corrente corta o Mal...
‘Depois do banho, uma boa xícara de café, ela lembra de como e porque começou a tomar café, e afasta as memórias por que não as quer agora.vestindo apenas um roupão, cabelo solto e molhado, Amanda se senta e começa a escrever em seu diário. São, na sua maioria, anotações, mas, as vezes, as anotações não bastam.”

O dia já foi agitado, eu devia ter imaginado que a noite não seria mais fácil, aliás, nada é fácil. O caso McCain foi complicado, mas foi resolvido, o pobre homam foi assassinado pelo sócio, que tentou incriminar a viúva, fora apaixonado por ela a vida inteira e nunca superou ter sido desprezado. Não queria apenas se livrar de um sócio incômodo, queria vingança. Queria que seu objeto de desejo sofresse por um amor perdido, sofresse como ele sofrera, enlouquecesse de dor. Julgou ter cometido um crime perfeito, mas a mente humana prega peças, um obra tão perfeita e ele não poderia levar o crédito? Desde o começo eu sabia que ele era um assassino, o único desafio seria provar. Quando ele me “disse” onde estavam as roupas usadas na hora do crime, o caso já estava encerrado, ele agora é um problema da Promotoria.
Mas à noite... à noite é que as coisas acontecem, não importan em qual dos meus mundos, as noites sempre são mais agitadas, mas escuras, mais profundas.
A reunião na Capela, por si só, já teria fornecido emoções e sensações fortes, a presença física de um Primus... eu nunca esperei vivenciar isso "tão cedo", mas o conteúdo da reunião era perturbador.